A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início dos testes em humanos de uma vacina brasileira contra a malária. O imunizante, chamado Vivaxin, foi desenvolvido pelo Centro de Tecnologia de Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e busca prevenir a doença causada pelo parasita Plasmodium vivax, responsável pela maioria dos casos no Brasil.
A autorização foi publicada no Diário Oficial da União no dia 7 de outubro. Nesta primeira fase, a pesquisa contará com 48 voluntários saudáveis, com idades entre 18 e 59 anos, que nunca tiveram malária. Os participantes serão recrutados pelo Hospital das Clínicas da UFMG.
O estudo vai avaliar a segurança da vacina, possíveis reações após a aplicação e a capacidade de estimular uma resposta imunológica. Os voluntários serão acompanhados durante 360 dias. Caso os resultados sejam positivos, o imunizante poderá avançar para outras etapas de testes antes de solicitar o registro à Anvisa.
A pesquisa tem importância especial para a região amazônica, onde a malária representa um desafio para a saúde pública. Em 2025, o Brasil registrou 118.037 casos da doença contraídos no território nacional, segundo o Ministério da Saúde.
Atualmente, as duas vacinas contra a malária recomendadas internacionalmente foram desenvolvidas para combater outra espécie do parasita, o Plasmodium falciparum, predominante na África. A Vivaxin busca ampliar as possibilidades de prevenção contra a espécie mais comum no Brasil.
O desenvolvimento do imunizante conta com apoio do Governo Federal, que prevê investimento de R$ 12 milhões para as três fases dos ensaios clínicos.
Apesar do avanço, a vacina ainda está em fase experimental e não está disponível para a população. A eficácia e a segurança precisarão ser comprovadas nas próximas etapas da pesquisa.
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