Duas cadelas do Canil da Companhia de Busca e Salvamento do CBMRR (Corpo de Bombeiros Militar de Roraima) receberam certificação do Conabresc (Comitê Nacional de Busca, Resgate e Salvamento com Cães). A avaliação ocorreu entre os dias 14 e 21 de setembro, no Rio de Janeiro (RJ), durante a etapa Sudeste da certificação nacional.
As cadelas Amora, da raça rastreador brasileiro, e Safira, da raça pastor-belga-malinois, foram aprovadas na modalidade de busca urbana de pessoas vivas. A Amora passou pelo processo de recertificação, enquanto para Safira esta foi a primeira certificação.
Os animais foram avaliados juntamente com seus condutores, os sargentos Fausto Santos Bandeira da Silva, responsável pela Amora, e Jocimar Nascimento Alves Pereira, condutor da Safira.
A certificação nacional avalia habilidades dos cães e condutores para atuação em ocorrências de busca e salvamento. Entre os aspectos verificados estão obediência, capacidade de busca, faro e agilidade, garantindo que as duplas estejam preparadas para atuar em situações reais.
O comandante do Canil do CBMRR, 1º tenente Armando Lira Lima, explicou que a preparação para a certificação é realizada de forma contínua e exige dedicação dos militares e dos animais.
“Essa etapa foi realizada neste mês, no Rio de Janeiro. Enviamos dois cães, a Safira e a Amora, e as duas tiveram êxito na modalidade Urbano Vivo. Para nós é uma satisfação muito grande. A Amora está fazendo a recertificação, porque, a cada dois ou três anos, os cães precisam passar novamente por esse atesto de suas capacidades. As duas conseguiram êxito”, celebrou.
O oficial destacou ainda que os cães certificados já participam de ocorrências e ações de busca realizadas pelo Corpo de Bombeiros em Roraima.
“Nossos cães já têm feito buscas aqui dentro do Estado de Roraima e também já foram empregados em outras situações. Além da Amora e da Safira, temos o Atos e dois filhotes, a Akira e a Sky, que também estão em treinamento para logo realizarem os testes de certificação”, explicou.
Experiência
Condutor da Amora, o 2º sargento Bandeira explicou que a preparação para uma certificação pode levar cerca de um ano e meio. Aos quatro anos, a cadela já participou de três processos de certificação.
“É um trabalho longo. A gente leva, em média, um ano e meio preparando o cão para poder participar da certificação. A Amora já está com quatro anos e, nesse período, tivemos a oportunidade de participar de três certificações.”
A primeira certificação da cadela ocorreu em 2024, em João Pessoa (PB), na modalidade Urbano Vivo. Em 2025, em Fortaleza (CE), a Amora obteve certificação em RM (restos mortais) Urbano. Já neste mês de setembro, no Rio de Janeiro, passou pela recertificação em Urbano Vivo.
Para o sargento, a certificação demonstra a eficiência do trabalho desenvolvido pelo Canil e amplia a capacidade de atuação do Estado. “É muito importante lograr êxito nessa certificação, porque mostra que o trabalho está sendo executado com eficiência e nos dá a possibilidade de atuar nacionalmente em desastres de estruturas colapsadas, dando ao Estado a oportunidade de prestar apoio a outros estados”, disse.
Primeira certificação
Aos dois anos de idade, Safira participou pela primeira vez de uma certificação nacional. O processo, segundo o 2º sargento Jocimar, começou ainda quando a cadela era filhote. “A preparação dos cães é de, no mínimo, um ano e seis meses. No caso da Safira, foram dois anos de trabalho, desde filhote até essa fase adulta, para conseguir êxito na busca urbana de pessoas vivas.”
O condutor também ressaltou que o treinamento envolve não apenas o desenvolvimento da capacidade de busca, mas a convivência dos animais entre si e com as pessoas.
“O trabalho é conjunto. Os cães precisam ser associados, não podem ser agressivos com outros cães nem com os seres humanos. Então, um ajuda o outro, e o treinamento acaba sendo realizado em conjunto”, informou.
Após a certificação, o treinamento continua para manter as habilidades desenvolvidas pelos animais. Segundo Jocimar, a continuidade dos exercícios é necessária para reforçar os comportamentos aprendidos e preparar os cães para novas avaliações.
“Após a certificação, os trabalhos não param. É preciso continuar o treinamento para que os cães mantenham e aperfeiçoem essas habilidades. A cada três anos é necessário certificar novamente os cães”, concluiu.
Canil do CBMRR
Além das cadelas certificadas, o Canil da Companhia de Busca e Salvamento mantém outros animais em treinamento para ampliar a capacidade operacional da Corporação. A preparação contempla diferentes modalidades de busca, com o objetivo de formar novas duplas de cães e condutores para atuação em ocorrências no Estado e, quando necessário, em apoio a outras regiões.
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