O cardeal Leonardo Ulrich Steiner foi eleito como novo presidente da Conferência Eclesial da Amazônia, em um momento considerado significativo para a Igreja Católica na região amazônica e para o fortalecimento das ações pastorais voltadas às realidades locais.
Natural de Santa Catarina, Steiner construiu uma trajetória sólida dentro da Igreja. Religioso da Ordem dos Frades Menores (franciscanos), foi nomeado bispo em 2005 e, ao longo dos anos, assumiu funções de destaque, como secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Em 2019, tornou-se arcebispo de Manaus, posição estratégica para o acompanhamento das questões amazônicas. Em 2022, foi criado cardeal pelo Papa Francisco, tornando-se o primeiro cardeal da Amazônia brasileira.
Sua atuação é marcada pelo compromisso com uma Igreja próxima das pessoas, especialmente das populações mais vulneráveis. Ao longo dos anos, tem defendido pautas como a preservação ambiental, os direitos dos povos indígenas e o fortalecimento das comunidades tradicionais.
Embora não tenha atuado diretamente como bispo na Diocese de Roraima, Steiner mantém relação próxima com o estado. Como integrante do Regional Norte 1 da Igreja Católica, que abrange Amazonas e Roraima, ele participa de articulações pastorais, encontros e decisões que impactam diretamente a realidade local.
Ao longo de sua trajetória, o cardeal também já esteve presente em momentos importantes ligados à Igreja em Roraima, como celebrações e ordenações, além de contribuir com reflexões sobre temas sensíveis à região, como a migração, a proteção dos povos indígenas e os desafios sociais da Amazônia.
Agora, à frente da Conferência Eclesial da Amazônia, a expectativa é de continuidade e fortalecimento desse trabalho integrado. A conferência tem como missão promover uma Igreja com rosto amazônico, valorizando as culturas locais e enfrentando desafios como o desmatamento, as mudanças climáticas e a defesa dos territórios tradicionais.
A escolha de Steiner reforça uma liderança alinhada com o diálogo, a escuta e a ação pastoral comprometida com a realidade amazônica, com impactos que se estendem também a estados como Roraima.
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