Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apresentam sinal de queda em grande parte do país. Em Roraima, no entanto, a atividade da doença ainda está em nível de alerta, risco ou alto risco. As informações são do Boletim InfoGripe, da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (23), com dados referentes à semana epidemiológica de 12 a 18 de julho.
No cenário nacional, os casos de SRAG apresentam sinal de queda tanto na tendência de longo prazo, que considera as últimas seis semanas, quanto na tendência de curto prazo, das últimas três semanas.
A queda é impulsionada principalmente pela diminuição das hospitalizações por vírus sincicial respiratório (VSR) em boa parte do país e, em algumas regiões, também pela redução das hospitalizações provocadas pelos vírus influenza A e B.
Em Roraima, a incidência de SRAG permanece em nível de alerta, risco ou alto risco, mas sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo.
Segundo o InfoGripe, os casos de SRAG provocados pelo VSR continuam altos no estado, apesar da tendência de estabilização ou queda. O mesmo ocorre com os casos graves provocados pela influenza A, que, mesmo com sinal de queda, continuam altos em Roraima.
Boa Vista também aparece entre as capitais brasileiras com nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, mas sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo, que considera as últimas seis semanas.
De acordo com os pesquisadores do InfoGripe, como os casos de SRAG ainda estão altos em boa parte do país, a população prioritária deve manter em dia a vacinação contra os principais vírus respiratórios que causam a síndrome, como influenza, Covid-19 e VSR.
A recomendação também é manter cuidados como lavar as mãos, usar máscara em postos de saúde e evitar contato próximo com pessoas que apresentam sintomas de gripe ou resfriado. Para quem já apresenta sintomas, a orientação é ficar em casa, em isolamento. Se isso não for possível, a recomendação é sair usando máscara.
No Brasil, em 2026, já foram notificados 120.920 casos de SRAG. Desses, 63.698 tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório.
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, entre os casos positivos, o vírus sincicial respiratório respondeu por 58,5%, seguido pelo rinovírus, com 24,6%. A influenza A representou 9,1% dos casos positivos, e a influenza B, 8,8%. O SARS-CoV-2, vírus causador da Covid-19, representou 1,5%.
Os dados são do Boletim InfoGripe, da Fiocruz, com base nas informações da semana epidemiológica 28, de 12 a 18 de julho.
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