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Dia do Fotógrafo celebra profissionais que transformam instantes em memória, emoção e história

Em entrevista, Katarine Almeida fala sobre a profissão que abraçou desde cedo e o projeto que entrega memórias físicas às crianças em Boa Vista.

Dia do Fotógrafo celebra profissionais que transformam instantes em memória, emoção e história
Fotos arquivo pessoal - katarinefotografia
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Celebrado nesta quinta-feira (8), o Dia do Fotógrafo homenageia os profissionais que transformam instantes em memória, emoção e história. A data ressalta a fotografia como arte, comunicação e profissão, esse é um ofício que vai muito além do clique.

Em entrevista ao programa Manhã Viva, a fotógrafa carioca Katarine Almeida, radicada em Boa Vista há cinco anos, compartilhou sua visão sobre a importância da data e da profissão. “É um dia de comemorar, celebrar junto com os amigos fotógrafos. Tem muitos bons fotógrafos aqui em Boa Vista também”, destacou, emocionada com as mensagens recebidas pela manhã.

Para Katarine, a essência do trabalho fotográfico reside na responsabilidade de criar e guardar lembranças. “Eu me sinto responsável pela memória, pelo que vai realmente ficar ali gravado. Muitas vezes a gente vê até um vídeo, tem memórias de um vídeo, mas a fotografia, se você fechar os olhos, você lembra exatamente como ela é”, refletiu.

Pico do Papagaio - Foto katarinefotografia

 

A profissional explica que uma imagem comunica além do factual, trabalhando com elementos como luz e sombra. “Tudo isso comunica, não só exatamente o que está acontecendo, factual, mas a gente lida com sombras, lida com o que revela e o que não revela”.

A paixão pela fotografia nasceu cedo. “Desde a minha quinta série eu faço foto das amigas nas escolas. É uma coisa que veio muito naturalmente”, contou. Após o ensino médio, investiu em formação técnica com um curso de fotografia no SENAC, incluindo revelação, antes de complementar os estudos com Jornalismo, especializando-se em fotojornalismo.

Sua ferramenta de trabalho principal, uma câmera carinhosamente batizada de “Veveta”, tem história própria. “Em um evento que eu fui convidada, a Ivete Sangalo ia se apresentar e eu ia ser a fotógrafa principal. Eu tinha uma máquina bem inferior. Trabalhei muito por um mês para comprar exatamente esse equipamento”, relembrou. Há sete anos, “Veveta” a acompanha diariamente.

Experiências marcantes e novos projetos
Com uma carreira diversificada, Katarine acumula experiências únicas. Trabalhou por quatro anos registrando a construção da linha do metrô do Rio de Janeiro que liga a Zona Sul à Barra da Tijuca. “Foi marcante, porque você vai acompanhando cada pilar, cada detalhe”, disse.

Em Roraima, um marco foi fotografar o Monte Roraima. “Foi um divisor de águas muito lindo. Fotografei cenas maravilhosas, que não esqueço de nenhum detalhe”, revelou.

Atualmente, seu foco é o projeto “Pacotinho de Memórias”, que resgata a tradição da fotografia escolar revelada. “Hoje em dia a pessoa deixa tudo muito no celular. E eu faço essa entrega do material impresso, revelado, para que tenha esse contato, porque as crianças de hoje têm pouco contato com essa fotografia física”, explicou. Para ela, a graça está justamente em entregar as fotos físicas. “Chegar lá na escola cheia das bolsinhas para entregar para as crianças”.

Desafios e dicas para amadores
Entre os principais desafios da profissão, Katarine cita a constante necessidade de atualização tecnológica – não apenas da câmera, mas também de computadores e estrutura de estúdio.

Para os ouvintes que, como os fiéis colaboradores do programa que adoram registrar paisagens como o amanhecer no Monte Cristo, ela dá uma dica simples: “Tentar fazer silhuetas, colocar alguma coisinha na frente para fazer aquele desenho mais escuro da cena”. A sugestão é usar um elemento como uma flor ou até a própria mão para compor com a luz do sol.

Para quem sonha em seguir a profissão, o conselho é praticar. “Buscar olhar. Às vezes nem estou com a câmera e tenho quase um enquadramento no olhar”. Ela recomenda buscar noções básicas de “composição fotográfica” online, mas destaca que cada fotógrafo desenvolve sua própria assinatura.

Sobre a influência da Inteligência Artificial, Katarine adota uma postura de integração cautelosa. “Acrescento a I.A. na correção de algumas imagens. Mas há de ter cuidado para não alterar tudo, manipular de uma forma negativa as imagens. Porque corremos o risco de ninguém reconhecer você”.

Acompanhe o trabalho


O trabalho de Catarine de Almeida pode ser acompanhado pelo Instagram @katarinefotografia

 
 
FONTE/CRÉDITOS: Dennefer Costa
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