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Intenção de consumo das famílias roraimenses recua pelo terceiro mês consecutivo, aponta Fecomércio

Pesquisa da Fecomércio aponta queda de 0,7% em junho e mostra consumidores mais cautelosos em relação ao consumo e ao acesso ao crédito.

Intenção de consumo das famílias roraimenses recua pelo terceiro mês consecutivo, aponta Fecomércio
Foto: Igor Ritherlly
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A intenção de consumo das famílias roraimenses voltou a cair em junho de 2026. É o que revela a Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), divulgada pela Fecomércio Roraima. O índice ficou em 108,3 pontos, uma queda de 0,7% em relação ao mês de maio e de 6,3% na comparação com junho de 2025.

Apesar do recuo, o indicador permanece acima dos 100 pontos, faixa considerada de otimismo. No entanto, o resultado consolida o terceiro mês consecutivo de queda da confiança dos consumidores no estado.

De acordo com o assessor econômico da Fecomércio Roraima, Fábio Martinez, o levantamento mostra que as famílias continuam consumindo, mas demonstram maior cautela em relação aos próximos meses.

“O que a gente observa é que a perspectiva de consumo futuro vem acumulando quedas consecutivas. As pessoas preveem que devem consumir menos no ano que vem do que estão consumindo este ano”, explica.

Entre os componentes da pesquisa, a Perspectiva de Consumo apresentou o desempenho mais negativo. O indicador recuou 1,6% em relação a maio e acumulou queda de 22,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, indicando maior preocupação das famílias com o poder de compra nos próximos meses.

Outro dado que chamou a atenção foi o acesso ao crédito. O indicador caiu 4,4% em junho, atingindo 94,8 pontos, ficando abaixo da linha dos 100 pontos, considerada uma zona de pessimismo. Segundo Martinez, os juros elevados influenciam diretamente essa percepção e reduzem a disposição das famílias para financiar compras de maior valor.

“O acesso ao crédito recuou e isso mostra que não é um bom momento para tomar financiamento, muito menos para comprar bens duráveis”, afirma.

O levantamento mostra ainda que o indicador de compra de bens duráveis foi o mais baixo entre todos os avaliados, com 53 pontos, refletindo a cautela dos consumidores na aquisição de produtos que normalmente dependem de crédito, como veículos e eletrodomésticos.

No cenário nacional, Roraima ocupa a 13ª posição entre os 27 estados, com índice de 108,3 pontos, acima da média brasileira, que ficou em 105,5 pontos. Todos os estados da Região Norte registraram índices superiores à média nacional, com destaque para Pará e Amazonas.

Para a Fecomércio, embora o nível de confiança das famílias roraimenses ainda permaneça positivo, a sequência de quedas nos últimos meses indica um cenário que exige atenção, principalmente em relação à redução da perspectiva de consumo e às dificuldades de acesso ao crédito.

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