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Papa Leão XIV pede espírito de serviço e alerta contra a lógica do poder

Papa Leão XIV recebeu os membros da Confederação Nacional das Misericórdias da Itália na manhã deste sábado, 14, no Vaticano.

Papa Leão XIV pede espírito de serviço e alerta contra a lógica do poder
ANSA
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Na manhã deste sábado (14), o Papa Leão recebeu no Vaticano os membros da Confederação Nacional das Misericórdias da Itália, uma das mais antigas organizações de voluntariado com uma história secular, que mergulha suas raízes na Idade Média. Leão recordou que a confraria encarna três dimensões importantes da vida laical cristã: a espiritualidade, a caridade e a atenção às necessidades de hoje.

Fidelidade aos Sacramentos

Ao considerar a espiritualidade, o Papa disse: “Desde os seus primórdios, a sua realidade associativa extraiu força e inspiração primariamente da vida de fé e da prática sacramental de seus membros”. Por isso, explicou, “a semente da qual brotou e cresceu a grande árvore da qual vocês fazem parte é, portanto, de natureza sacramental – fundamenta-se no Batismo – e, por conseguinte, moral e ascética”. Portanto, observou ainda o Papa, a vocês a tarefa, “de cultivar, antes de tudo e com grande compromisso, a formação cristã dos associados, por meio da oração, da catequese, da fidelidade aos Sacramentos – especialmente à Missa dominical e à Confissão –, da coerência moral das escolhas e dos estilos de vida, de acordo com os valores do Evangelho e da tradição associativa testemunhada pelos seus Estatutos”.

Comprometam-se a “caminhar com”

Refletindo sobre a segunda dimensão, a caridade Leão recordou que a história das “Misericórdias” testemunha que “uma autêntica vida de fé não pode se reduzir a um espiritualismo desencarnado, mas deságua necessariamente na sensibilidade às necessidades dos outros e no serviço generoso, sem reservas”. “Penso em tantos de vossos confrades e confreiras” disse o Pontífice, “que pagaram pessoalmente, inclusive a um preço alto, a fidelidade à tarefa que lhes foi confiada: a eles vai o nosso imenso obrigado e a nossa oração”. Onde há necessidade, as “Misericórdias” estão presentes: nas situações extraordinárias de emergência, nos territórios de guerra, bem como nos mil serviços ocultos de solidariedade cotidiana. Acrescentando em seguida sobre a ação caritativa da organização:

“Não se limitem a ‘fazer por’, mas comprometam-se a ‘caminhar com’, reconhecendo os outros como irmãos e irmãs, cada um com sua dignidade e sua história, a serem encontrados na gratidão pela dádiva recíproca e com quem percorrer juntos o caminho da santidade”.

Fazer juntos e por amor ajuda a agir de forma livre

O último aspecto mencionado pelo Papa que caracteriza as “Misericórdias” foi a atenção às necessidades de hoje. Graças a uma sólida base espiritual e comunitária e ao zelo pelo bem do próximo, as “Misericórdias” são, há séculos, “testemunhas da capacidade de adaptação e atualização, mostrando que fazer ‘juntos’ e fazer ‘por amor’ também ajuda a agir de forma livre e criativa”. Um grande sinal, disse ainda, são as muitas e diversas atividades abraçadas pelas “Misericórdias” ao longo de centenas de anos, de acordo com as necessidades do próximo.

Por fim o Papa Leão encorajou os presentes a continuarem em seu compromisso como uma comunidade na qual se vive intensamente a fé e se pratica a caridade. “Procurem crescer no espírito e servir com alegria e simplicidade, alheios a qualquer lógica de poder, dedicados ao louvor de Deus e ao bem daqueles que o Senhor coloca no seu caminho”.

FONTE/CRÉDITOS: Jane Nogara - Vatican News
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