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Pastoral da Saúde realiza 1° Congresso Regional

Guiados pelo tema: “Samaritanos e samaritanas no cuidado com a vida” e o lema “Viu e sentiu compaixão” (Lc 10,33)

Pastoral da Saúde realiza 1° Congresso Regional
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Mais de 80 agentes de pastoral do Regional Norte 1 participaram do 1º Congresso Regional da Pastoral da Saúde, refletindo sobre a presença samaritana na Amazônia. Guiados pelo tema: “Samaritanos e samaritanas no cuidado com a vida” e o lema “Viu e sentiu compaixão” (Lc 10,33), o encontro estreitou os laços de comunhão e fraternidade para a aprofundar a missão do cuidado.

O Congresso aconteceu nos dias 17 e 18 de outubro, no Auditório Mãe Paula, em Manaus. A programação do primeiro dia contou com a presença do bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus, Dom Joaquim Hudson Ribeiro. Em sua palestra, o bispo abordou a necessidade de curar as feridas visíveis e invisíveis que atravessam a existência humana pela perspectiva da Psicologia.

Outra temática pertinente ao serviço da Pastoral da Saúde é o acolhimento ao luto. O Ir. Enzo Hernan, do Instituto Camiliano de Pastoral da Saúde (ICAPS), trabalhou formas concretas de promover cuidado e esperança por meio do acolhimento da dor, a compreensão do luto e a oferta da presença junto a pessoas enlutadas.

Oferecer o cuidado

O cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo Metropolitano de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), presidiu a missa de encerramento (18). Em sua reflexão, o arcebispo destacou que nós somos criados a imagem e semelhança de Deus. Por isso, oferecemos aos que mais necessitam o cuidado.

O arcebispo enfatizou que no processo político em que vivemos há o perigo de misturar política e religião. Por isso é importante dar a Deus o que é de Deus e a César o que é de César. Isto não significa nos abstermos, mas sim fazer nossas escolhas pautadas nos ensinamentos do Evangelho. Isto implica reconhecer, cobrar e lutar pela ampliação da saúde no Interior, por exemplo.

Isto porque cotidianamente muitos de nossos irmãos e irmãs precisam percorrer longas distâncias para chegar até à capital. O acesso a saúde pública esbarra nas peculiaridades territoriais da Amazônia. Sem esquecermos realidade precária do saneamento básico de muitos municípios. Para a Ir. Roselei Bertoldo, Secretária Executiva do Regional, o congresso foi uma oportunidade de compreender a integralidade da pessoa humana que perpassa pela dimensão política.

Em sua fala, Ir. Rose apontou a importância de cuidar da saúde por dois aspectos: o pessoal, individual e o social e coletivo, consequentemente político. Nas palavras da secretária, “pensar em saúde, é pensar em políticas públicas” como saneamento básico e alimentação saudável. Nessa perspectiva, o agente de pastoral da saúde deve integrar a vida como um todo, pensar a saúde para todos, mas com um olhar especial para os mais empobrecidos.

Dimensões

A coordenadora regional da Pastoral da Saúde, Guadalupe Peres, enfatizou que o primeiro congresso colaborou no aprofundamento da ação libertadora de Cristo presente no mundo na área da saúde, em três dimensões: solidária, comunitária e sociotransformadora. Na primeira dimensão se trabalha a vivência e presença samaritana junto aos doentes e sofredores em instituições de saúde, nas famílias e comunidades.

Esse acompanhamento inclui portadores do vírus HIV e de enfermidades crônico degenerativas e endêmicas, neoplasias, portadores de deficiência, tóxico-dependentes, alcoolizados, vítimas da exclusão social e das inúmeras formas de violência, saúde mental, tabagismo, entre outras. Nessas realidades complexas busca-se atender a pessoa integralmente, nas dimensões física, psíquica, social e espiritual.

A segunda dimensão aborda a educação para a saúde. A atuação dos agentes concentra-se na promoção, prevenção e educação para a saúde, valoriza as diversidades regionais. A pastoral se encarrega de promover debates, palestras, encontros educativos sobre prevenção de doenças, alimentação adequada, saneamento básico e higiene.

Quanto a atuação na dimensão sociotrasnformadora, os agentes se aproximam dos órgãos e instituições públicas e privadas que prestam serviços e formam profissionais na área de saúde. A presença da pastoral nessa esfera busca garantir que haja reflexão Bioética e de Humanização, formação ética e uma política de saúde acessível e responsável, participando ainda das instâncias colegiadas do Controle Social na Saúde Pública.

Ressonâncias

Durante o momento de partilha, os participantes destacaram a importância do silêncio como opção diante da incapacidade de transmitir uma mensagem com palavras. O silêncio torna-se uma atitude dinâmica de cuidado. Outro destaque, foi quanto a importância de cuidar de si para poder cuidar do próximo.

A postura do agente de pastoral da saúde passa pelo acolhimento nas dificuldades. Os congressistas recordaram as palavras de Dom Joaquim Hudson, onde reforçava a necessidade de não ignorar as queixas do outro, como no luto presente em vários aspectos da vida humana. Além disso, apontaram as três dimensões da própria pastoral como caminho para compreender a integralidade da pessoa humana que passa pela esfera individual e coletiva.

FONTE/CRÉDITOS: Emmanuel Grieco - CNBB NORTE 1
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