A Aderr (Agência de Defesa Agropecuária de Roraima) concluiu a etapa de vigilância sorológica para PSC (peste suína clássica) e recebeu o resultado oficial das análises laboratoriais que confirmam a ausência de circulação do vírus no rebanho suíno do estado.
O resultado reforça o compromisso do Estado com o Plano Estratégico Brasil Livre da Peste Suína Clássica, coordenado pelo Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária). A ação também contribui para o pleito nacional de reconhecimento internacional do Brasil como área livre da doença, previsto para 2027.
Durante a vigilância, foram coletadas 309 amostras de sangue em 47 propriedades rurais distribuídas por 13 municípios de Roraima. Dois municípios não participaram da amostragem em razão do número reduzido de animais. Ao longo da operação, dez propriedades inicialmente selecionadas foram substituídas, conforme critérios técnicos do programa.
Além da coleta das amostras, as equipes realizaram inspeções clínicas em todos os animais avaliados, sem identificar qualquer sinal compatível com a enfermidade.
As amostras foram analisadas pelo LFDA (Laboratório Federal de Defesa Agropecuária), em Belém (PA), unidade de referência nacional para o diagnóstico da doença, que confirmou a ausência de circulação do vírus da PSC em Roraima.
O presidente da Aderr, José Carlos Markus, ressaltou que o resultado fortalece a credibilidade sanitária do Estado, mas destacou que a vigilância precisa ser permanente.
“Esse status depende de uma vigilância contínua e sistemática. Roraima cumpriu sua parte dentro do plano nacional e continuará trabalhando para contribuir com o reconhecimento do Brasil como país livre da doença em 2027”, disse.
O chefe do Programa Estadual de Sanidade Suídea da Aderr, Murilo Dias, destacou a parceria dos produtores rurais durante toda a operação.
“O sucesso dessa ação só foi possível graças à colaboração dos criadores, que receberam nossas equipes e compreenderam a importância do monitoramento sanitário. Esse resultado pertence também aos produtores, que são parceiros fundamentais na manutenção da sanidade do rebanho suíno de Roraima”, afirmou.
Embora a doença não ofereça risco à saúde humana e afete exclusivamente suínos domésticos e asselvajados (animais que retornaram à vida selvagem), os impactos econômicos podem ser severos.
Segundo estimativas da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), um eventual avanço da enfermidade pode provocar prejuízos entre R$ 1,3 bilhão e R$ 4,5 bilhões em razão das restrições sanitárias e comerciais impostas ao setor.
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