Roraima está entre as seis unidades da Federação com incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em níveis de alerta, risco ou alto risco, segundo o boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (15). Apesar do cenário, o estado não apresenta sinal de crescimento na tendência de longo prazo, conforme a análise referente à semana epidemiológica de 4 a 10 de outubro.
Além de Roraima, o levantamento aponta situação semelhante no Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Em nível nacional, apenas Sergipe apresenta incidência de SRAG em nível de alerta acompanhada de tendência de crescimento nas últimas seis semanas. O aumento no estado nordestino está concentrado principalmente em crianças menores de dois anos e associado ao metapneumovírus.
Na capital Boa Vista, o boletim também identifica incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco. Entretanto, assim como ocorre no cenário estadual, não há sinal de crescimento sustentado dos casos nas últimas seis semanas. A Fiocruz ressalta que os indicadores refletem a atividade recente da doença e não representam uma previsão para as semanas seguintes.
No panorama nacional, os casos de SRAG apresentam sinais de oscilação ou estabilização nas tendências de curto e longo prazo. Entre os vírus respiratórios monitorados, apenas o metapneumovírus demonstra tendência de aumento no país, principalmente em estados das regiões Centro-Sul e Nordeste. Já os casos graves associados à Covid-19 permanecem com baixa incidência em todas as faixas etárias.
O boletim também destaca que as crianças menores de dois anos são as mais afetadas pela incidência de SRAG, relacionada principalmente ao rinovírus, ao vírus sincicial respiratório (VSR) e ao metapneumovírus. Entre as pessoas com 65 anos ou mais, a mortalidade é maior, com destaque para o VSR, o rinovírus e a influenza A.
Diante do cenário, os pesquisadores do InfoGripe reforçam a importância de manter a vacinação contra a Covid-19 em dia entre os grupos prioritários. A orientação também inclui a vacinação de gestantes contra o vírus sincicial respiratório, como forma de ampliar a proteção contra doenças respiratórias graves, especialmente durante períodos de maior circulação desses agentes.
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