Roraima está entre os estados brasileiros com incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, risco ou alto risco. Apesar disso, o estado não apresenta sinal de crescimento na tendência de longo prazo dos casos.
Os dados são do Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (10). A análise considera a Semana Epidemiológica 35, entre os dias 30 de agosto e 5 de setembro.
Em Roraima, o crescimento dos casos de SRAG provocados pelo vírus sincicial respiratório (VSR) apresenta sinal de interrupção. Mesmo assim, as ocorrências continuam em patamar elevado. O boletim também aponta aumento de casos de SRAG associados ao rinovírus no estado e início ou manutenção do aumento das hospitalizações por metapneumovírus. Já em relação à Covid-19, foi identificado um leve aumento dos casos graves em Roraima.
Em Boa Vista, o cenário também é de atenção. A capital aparece entre as cidades brasileiras com incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, embora não apresente sinal de crescimento na tendência de longo prazo.
Com a circulação de diferentes vírus respiratórios, a infectologista Nayara Melo reforça a importância dos cuidados para evitar a transmissão, principalmente entre crianças.
“Quando você começa com um quadro gripal, por qualquer vírus que seja, é muito importante manter a etiqueta respiratória, se possível, usar máscara e evitar aglomerações. Lembrando que, nessa faixa etária de crianças, é muito importante os pais não levarem as crianças para a escola, porque uma criança gripada vai disseminar muito mais fácil para os coleguinhas dentro da sala”, explica.
Segundo a especialista, durante o período de sintomas, o ideal é manter repouso e evitar contato com outras pessoas até a melhora do quadro.
“O ideal é que você mantenha repouso, que você mantenha um certo isolamento pelo período necessário, cinco a sete dias, até a melhora dos sintomas, e manter a etiqueta respiratória. Não tossir, não falar em público, sempre cobrir o nariz e a boca com a mão. Se possível, usar máscara e estar sempre higienizando as mãos”, orienta Nayara.
A infectologista também chama atenção para a importância da vacinação e orienta que pessoas com sintomas ou que fazem parte de grupos de risco procurem atendimento médico diante de sinais de agravamento.
“A gente precisa lembrar que gripe mata, Covid mata. Então, assim, é importante manter a vacinação em dia, é importante manter todos esses cuidados”, afirma.
Nayara Melo destaca ainda alguns sinais que indicam a necessidade de procurar uma unidade de saúde.
“Se você está com sintomas gripais, começou com falta de ar, aquela febre muito alta que não cede, começou a ficar com a respiração muito cansada, ou é de grupo de risco, são crianças muito pequenas, idosos, tem pressão alta, tem diabetes, precisa procurar uma unidade básica de saúde para fazer todo o tratamento e acompanhamento”, orienta.
Segundo ela, nos casos em que há evolução para um quadro grave, pode ser necessária internação. “E, se necessário, realmente evoluir com gravidade, vai precisar de internação, vai precisar de oxigênio”, completa.
O InfoGripe aponta que as crianças pequenas estão entre as faixas etárias mais afetadas pela SRAG, enquanto a mortalidade apresenta maior impacto entre pessoas com 65 anos ou mais.
Os dados analisados pela Fiocruz são referentes à Semana Epidemiológica 35 e estão sujeitos a alterações conforme novos registros sejam incluídos nos sistemas de vigilância.
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