A 13ª Experiência Missionária do Regional Norte 1 reuniu cerca de 84 participantes em Roraima, entre os dias 10 e 19 de outubro. A programação incluiu visitas a famílias e pessoas enfermas, encontros com jovens e casais e atividades em projetos sociais.
Organizada pela Comissão Missionária de Seminaristas (Comise), em parceria com as Pontifícias Obras Missionárias (POM), a experiência reuniu seminaristas, padres, religiosas, leigos e leigas para conhecer a realidade pastoral da Igreja em Roraima.
O seminarista Luiz Fernando, da Arquidiocese de Manaus, atuou na Área Missionária São Raimundo Nonato, em Boa Vista. Segundo ele, a convivência com as comunidades permite conhecer outras realidades da Igreja e contribui para a formação dos participantes.
“Roraima faz parte do nosso Regional Norte 1. Então, entender o que mais a Igreja do Regional Norte 1 tem a nos sugerir, nos propor, enquanto realidade concreta, para que a gente, assim, possa crescer no ministério, crescer na vocação e crescer enquanto cristãos batizados”, disse.
A experiência teve como tema “Seminaristas em Cristo, unidos na missão”, em referência ao Mês Missionário de 2026, que tem como tema “Um em Cristo, unidos na missão” e como lema bíblico “Para que o mundo creia” (Jo 17,21).
Visitas às comunidades de Boa Vista
Na Área Missionária Santa Rosa de Lima, o seminarista Natan Oliveira, do terceiro ano de Teologia da Arquidiocese de Manaus, visitou famílias e conheceu o trabalho do Poço da Samaritana, projeto social que atende mais de 100 famílias em situação de vulnerabilidade.
Durante as visitas, ele também observou a participação de migrantes venezuelanos e de pessoas de outros estados nas comunidades e nos movimentos pastorais.
“Um ponto marcante que eu pude perceber é justamente essa participação do povo junto às comunidades. Nós encontramos pessoas, muitas pessoas venezuelanas, gente do Maranhão e de outros estados, mas que se sentem parte da Igreja. E é muito bonita essa participação deles também junto à comunidade e aos movimentos da área missionária. Então, juntos formamos essa Igreja missionária”, relatou.
O padre Marciney Marques, formador do Seminário São José, em Manaus, destacou a importância da vivência nas comunidades para a formação pastoral dos seminaristas.
“A gente entende que missão não é somente fazendo encontros, mas a vivência. A gente sempre diz que a missão é vida”, afirmou.
Durante uma das visitas, o padre conheceu uma ministra da Eucaristia que se recuperava de uma cirurgia e permanecia em oração pelos missionários, mesmo afastada temporariamente das atividades pastorais.
Vivência nas comunidades indígenas
Na região do Baixo Cotingo, o seminarista Leonan Barros, da Diocese do Alto Solimões e coordenador do Conselho Missionário de Seminaristas do Regional Norte 1, conheceu comunidades indígenas e acompanhou aspectos da realidade local, como a preservação da língua e da cultura.
“Eu falava na nossa reflexão como grupo que não dá para chegar com o roteiro pronto. É preciso colocar o pé no chão do povo, estar juntos e, a partir da sua realidade, fazer uma caminhada sinodal”, disse.
Na comunidade Maturuca, o seminarista Gilson Ribeiro, indígena do povo Tukano, participou de encontros com jovens indígenas.
“Eu estive na comunidade Maturuca fazendo essa experiência belíssima que a missão nos oferece, onde encontramos vários jovens que nos acolheram, compartilharam as suas experiências, a sua vivência, a sua cultura, e principalmente a dança e a fala que eles praticam, que nos ensinaram muito o que é ser missionário em uma área indígena”, contou.
A 13ª Experiência Missionária do Regional Norte 1 foi encerrada nesta segunda-feira, 19 de outubro.
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