O Governo de Roraima, por meio da Sesau (Secretaria de Saúde), recebeu nesta semana uma oficina nacional voltada à preparação dos serviços de saúde para o atendimento à população imigrante.
A Oficina para o Fortalecimento da Governança em Saúde frente à Mobilidade Humana foi realizada pela Sesau, por meio da CGVS (Coordenadoria-Geral de Vigilância em Saúde), em parceria com a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), OIM (Organização Internacional para as Migrações) e Ministério da Saúde. O encontro foi realizado no auditório da CGVS, em Boa Vista.
Participaram representantes da Sesau e dos municípios de Boa Vista, Bonfim e Pacaraima. A programação abordou a articulação entre os serviços de saúde e a preparação para situações relacionadas à mobilidade humana, especialmente nos municípios de fronteira.
Para o técnico do Cievs (Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde), Luiz da Silva, a oficina também representa uma oportunidade de compartilhar a experiência acumulada pelo Estado no atendimento à população imigrante.
“Essa oficina veio para fortalecer a nossa política de atenção à saúde da população imigrante. Isso é fundamental porque Roraima passa por esse processo de imigração há muitos anos. Como a equipe aqui no Estado já tem experiência nesse atendimento, é importante compartilhar esse conhecimento para planejar ações que possam ser necessárias no restante do país quando outras regiões enfrentarem situações semelhantes de imigração”, afirmou.
Para a farmacêutica da Coordenadoria Municipal de Vigilância em Saúde de Bonfim, Carla Santos, a oficina contribuiu para o conhecimento sobre os desafios enfrentados no atendimento à população que vive ou transita pela região de fronteira com a Guiana.
“Essa oficina serviu para ampliar nosso conhecimento sobre a fronteira e sobre o atendimento aos pacientes fronteiriços. Foi importante para entendermos como agir e oferecer um melhor acolhimento, tanto para quem vem da Guiana quanto da Venezuela. Como é uma fronteira muito ampla, o encontro trouxe aprendizado para que possamos aplicar uma boa política de atendimento”, afirmou.
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