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Atentado às Torres Gêmeas completa 25 anos e segue marcado na memória mundial

Ataques de 11 de Setembro deixaram milhares de mortos e provocaram mudanças em escala global.

Atentado às Torres Gêmeas completa 25 anos e segue marcado na memória mundial
Foto: Reprodução/Youtube
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No dia 11 de setembro de 2001, quase ninguém entendia o que estava acontecendo quando via pela TV uma das duas torres gêmeas de Nova Iorque repleta de fumaça. Em seguida, as pessoas assistiram, ao vivo, o segundo avião se chocar contra a outra torre. Difícil acreditar no que dois bilhões de pessoas estavam vendo, ao mesmo tempo, nas televisões de todo o mundo.

Vinte e cinco anos atrás... Os aviões se chocaram a mais de 800 km/h. A temperatura nas explosões chegou a 1.000 ºC. Ao todo, 110 andares e mais de 410 m das duas torres derrubados. Foram 2,6 mil mortos em Nova York, 125 no Pentágono, 246 passageiros e tripulantes nos quatro aviões sequestrados. Cerca de 400 mil pessoas expostas à poeira tóxica e oito meses para remover 1,8 milhão de toneladas de escombros.

Os números da imprensa da época pouco ajudam a entender as dimensões da tragédia, que marcou a memória de pessoas de uma geração inteira. Uma delas foi o empresário Márcio Boruchowski, que anos atrás contou para a TV Brasil como sobreviveu ao episódio.

"Eu vi uma série de pessoas se jogando, como se fosse um incêndio. Demora para as pessoas caírem... Isso é muito chocante; isso ficou para sempre. O barulho que se faz quando cai uma ou duas torres de 100 andares é o maior decibel. Pense no maior barulho que você já ouviu na sua vida e transforme isso em 1’40’’, eternamente."

Trauma global

Segundo o professor da Escola de Comunicações e Artes da USP, Eugênio Bucci, a imagem das torres desabando repetidas vezes gerou um trauma em escala global. A televisão ao vivo, em uma época em que a internet não era tão difundida, prendeu o público pela repetição, algo provavelmente previsto pelos próprios terroristas.

"Isso abriu uma ferida no olhar. Quer dizer, naquele dia, o olhar se tornou mutilado de guerra. O atentado conseguiu ferir todas as pessoas, tanto que todas as pessoas no mundo inteiro são capazes de se lembrar onde estavam quando tiveram notícia daquele acontecimento."

O professor da USP chamou essa experiência de "tempo congelado", tanto pela TV ao vivo, mas que hoje pode ser visto nas plataformas digitais.

"A televisão ao vivo desenvolveu essa possibilidade, que é o congelamento do tempo. Isso se dá pela expansão de um segundo ou de poucos minutos numa repetição que não cessa; toma horas, às vezes dias, e dá a todos os que estão conectados ali essa relação distinta com o fluxo do tempo."

Uma relação entre memória coletiva e história, relembrada até hoje.

FONTE/CRÉDITOS: Gabriel Corrêa – Repórter da Rádio Nacional
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