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Campanha educativa da PCRR promove ação de prevenção à violência contra a mulher no Carnaval

Agentes, delegados da Polícia Civil e da Deam realizaram panfletagem educativa, orientação ao público e diálogo direto sobre prevenção

Campanha educativa da PCRR promove ação de prevenção à violência contra a mulher no Carnaval
Foto: Gabriel Mello
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A Polícia Civil de Roraima realizou na manhã desta quinta-feira, dia 12, a blitz do respeito, Carnaval Sem Violência. A ação faz parte da campanha educativa "O Carnaval tem máscara, mas a violência não. A festa não suspende a lei", que reforça a importância da prevenção à importunação sexual, ao assédio e a outras formas de violência contra a mulher durante o período carnavalesco.

Equipes da delegacia especializada de atendimento à mulher e do plantão central especializado ajudaram motoristas e pedestres com panfletagem, orientações, informações sobre como denunciar casos de violência. A iniciativa busca conscientizar a população que mesmo em clima de festa, o respeito e o cumprimento da lei devem permanecer. É o que explica a diretora do departamento de delegacias policiais especializadas, Jaira Farias. 

"É fazer com que o carnaval seja um momento de alegria, de celebração, mas com respeito, com segurança, com proteção e estamos todos juntos nessa luta. Toda a polícia civil, juntamente com todas as forças de segurança e inclusive destacando e orientando com relação a certos crimes que são muito recorrentes no Carnaval, no período de Carnaval, que é importunação sexual, crime de ameaça, assédio, que muitas pessoas acham que isso aí pode ser passado despercebido, porque é um momento de folia, um momento de alegria, de celebração e o álcool, ele agrava a situação e que isso aí é despercebido e pode passar impune, mas não passa. Importunação sexual é crime, dá flagrante e não pode ficar impune", disse.

Diretora do Departamento de Delegacias Policiais Especializadas, Jaira Farias. Foto: Gabriel Mello 

 

A campanha também destaca os canais de denúncia e reforça que vítimas ou testemunhas podem procurar a delegacia da mulher ou acionar as autoridades para garantir a proteção e a responsabilização dos agressores. A delegada Carolina Ruppes destaca que a equipe da polícia civil, seja ela homens ou mulheres, recebem um treinamento específico para tratar crimes de abuso ou importunação ou assédio sexual. Esse atendimento da mulher, ele precisa ser mais humanizado e ter esse cuidado.

"Hoje a gente tem um plantão central especializado que funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana e vai vai continuar de forma ininterrupta para atender as demandas do Carnaval. Além disso, a Polícia Civil tem sim investido no treinamento dos policiais. Hoje nós temos uma boa parte da equipe com mulheres, mas também nós temos homens no atendimento. Esses homens recebem o treinamento e precisam ter esse olhar. Então, há esse cuidado nessa triagem desses policiais. A gente consegue dar uma atenção maior e que é realmente um enfoque. A Polícia Civil tem tratado isso com muita seriedade. Essa mudança no tratamento da mulher dentro da vulnerabilidade que ela se encontra", comentou a delegada.

Delegada Carolina Ruppes. Foto: Gabriel Mello



Durante as festas carnavalescas, todo cuidado é pouco, principalmente se a foliã estiver sozinha. Dessa forma, a delegada titular da delegacia especializada de atendimento à mulher, Carla Paulain, dá orientações para que mulheres possam festejar em segurança.

"Também falamos aqui de cuidados que essas mulheres devem ter dentro do Carnaval. Vai andar de Uber? Coloque a rota compartilhada. Vai andar em alguns lugares de um bloquinho para o outro e o lugar é escuro? Vá acompanhada. Então, tome os cuidados que se pode ter para evitar eh crimes que a gente não gostaria que ocorressem nesse Carnaval. Porque como a gente sabe, o Carnaval é para alegria, o Carnaval é para festa, não é para a gente estar fazendo flagrante e nem entristecendo pela falta de respeito às leis que já existem"

De acordo com o Atlas da Violência, publicado em maio de 2025 pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Roraima lidera a taxa de homicídios de mulheres no Brasil. Embora o Estado tenha apresentado redução total no geral de mortes violentas intencionais, os crimes específicos contra mulheres e feminicídios permanecem com taxa significativamente acima da média nacional. E com ações educativas como essa, o primeiro passo para a conscientização é a informação.

Se você presenciar ou sofrer qualquer tipo de violência, ligue na central de atendimento à mulher no número 180, canal nacional gratuito e anônimo que oferece orientação e encaminha denúncias para órgãos competentes ou dirija-se diretamente à delegacia especializada de atendimento à mulher que atende 24 horas na Rua Uraricoera, no bairro São Vicente. O contato direto da delegacia é (95) 98413-8952.

FONTE/CRÉDITOS: Gabriel Mello
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