O percentual de famílias endividadas em Roraima caiu para 86,4% em agosto, uma redução de 1,3 ponto percentual em relação a julho e de 1,2 ponto na comparação com o mesmo mês de 2025. O número de famílias com contas em atraso também recuou, passando para 28,1%, queda de 2,4 pontos percentuais no mês e praticamente estável na comparação anual.
O cenário em Roraima contrasta com o registrado no país. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 82% das famílias brasileiras estavam endividadas em agosto, o maior percentual da série histórica da pesquisa. Já a inadimplência nacional chegou a 29,9%, alta de 0,1 ponto percentual. Com isso, Roraima ficou abaixo da média brasileira pela primeira vez em vários meses.
Apesar da redução, Roraima permanece entre os estados com maior proporção de famílias endividadas, ocupando a 11ª posição entre as 27 unidades da Federação. Na Região Norte, o estado aparece em segundo lugar, atrás apenas do Amazonas, que registrou 88,1%. Em relação às contas em atraso, Roraima ficou na 15ª posição nacional, com 28,1%, e também apresentou uma melhora no ranking regional.
A composição das dívidas também apresentou mudanças. Em agosto, 37,1% das famílias se consideraram pouco endividadas, enquanto 45% se classificaram como mais ou menos endividadas e 4,3% como muito endividadas. O grupo de famílias pouco endividadas cresceu 4,3 pontos percentuais em relação a julho, enquanto o percentual das que se declararam mais ou menos endividadas caiu 5,7 pontos.
O cartão de crédito continua sendo a principal forma de endividamento entre os roraimenses, citado por 75,8% das famílias endividadas. Na sequência aparecem os carnês de loja, com 53,8%, o crédito pessoal (13,3%), o crédito consignado (4,8%), o financiamento de carro (3,3%) e o financiamento de casa (1,4%). Roraima também registrou a menor proporção do país de famílias sem condições de pagar contas em atraso, com 1,1%, enquanto a média nacional foi de 12,5%. O tempo médio de atraso no estado ficou em 45,5 dias, abaixo dos 65 dias registrados no Brasil.
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