A homenagem do meia Giorgian De Arrascaeta ao ídolo do basquete Oscar Schmidt durante a vitória do Flamengo sobre o Bahia por 2 a 0 na 12ª rodada do Brasileirão, no último domingo, 19, reacendeu um velho debate no futebol: o limite entre o cumprimento rigoroso das regras e o bom senso dentro de campo.
Após marcar um gol, Arrascaeta tirou a camisa, exibiu o número 14 eternizado por Oscar Shmidt e simulou um arremesso de basquete, em referência ao atleta, que havia falecido dias antes. A atitude, no entanto, resultou em cartão amarelo imediato, conforme prevê a regra do futebol para esse tipo de conduta.
A decisão da arbitragem gerou forte repercussão. Para o jornalista Juca Kfouri, a punição foi desproporcional diante do contexto. Ele defendeu que o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) avalie a anulação do cartão, argumentando que situações excepcionais, como homenagens a figuras históricas do esporte, deveriam ser tratadas com maior sensibilidade.
“Se eu fosse do STJD, eu anularia o cartão amarelo dado para o De Arrascaeta depois da belíssima homenagem que ele prestou ao Oscar Schmidt. É um absurdo que os ‘regrinhas’ não entendam que há momentos em que você simplesmente não olha pra regra. Há exceção da regra em que se solidariza e se junta à homenagem. Um absurdo alguém ser punido porque fez a homenagem que o Arrascaeta fez”, disse o jornalista.
A crítica ecoou entre comentaristas e ex-jogadores, que classificaram a aplicação da regra como excessivamente rígida. Por outro lado, especialistas em arbitragem ressaltam que o árbitro agiu corretamente do ponto de vista técnico, já que a norma é objetiva e não abre margem para interpretação em campo.
O fato curioso, é que momentos antes, no início da partida foi respeitado o momento de um minuto de silêncio em homenagem ao ex-atleta. O ato inclusive, foi repetido em todas as rodadas dos campeonatos da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), incluindo os jogos que aconteceram no Estádio Canarinho (RR) durante o fim de semana.
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