O Instituto Federal de Roraima (IFRR) aprovou o Regimento Interno do Serviço de Tradução e Interpretação de Libras/Língua Portuguesa, por meio da Resolução Consup/IFRR 884, de 23 de fevereiro de 2026. O documento estabelece diretrizes para a atuação dos tradutores e intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (TILS) na instituição, organizando o funcionamento do serviço e reforçando o compromisso institucional com a inclusão e a acessibilidade comunicacional.
A normativa define parâmetros técnicos, éticos e operacionais para o trabalho dos profissionais responsáveis por mediar a comunicação entre usuários da Libras e falantes da língua portuguesa. Entre os objetivos do regimento estão garantir o acesso linguístico, valorizar o papel dos intérpretes no contexto institucional e assegurar que estudantes surdos tenham condições de participar plenamente das atividades acadêmicas, científicas e culturais desenvolvidas no IFRR.
Na prática, o documento fortalece a organização do serviço ao estabelecer atribuições claras aos intérpretes e às unidades responsáveis pelo acompanhamento do trabalho. A atuação desses profissionais passa a ser regulamentada em diferentes contextos institucionais, incluindo aulas, eventos acadêmicos, processos seletivos, reuniões e atividades administrativas, além da tradução de conteúdos institucionais e materiais audiovisuais.
De acordo com o presidente da comissão que elaborou o documento, Arlesson Santos, foram meses de trabalho e várias reuniões para se obter uma versão definitiva do regimento. Durante o processo de elaboração, o auxílio e a dedicação dos membros da comissão, além do apoio da Pró-Reitoria de Ensino, foram fundamentais. “Portanto, eu gostaria de agradecer-lhes a dedicação e o empenho. O regimento é uma vitória para que os colegas do IFRR reconheçam e valorizem o trabalho dos tradutores e intérpretes de Libras, pois são eles que garantem que a Lei de Inclusão seja respeitada dentro de nossa instituição”, disse.
Quem também avalia que o regimento veio para contribuir para a organização, orientação e regulamentação da prática profissional dos TILS dentro do IFRR é a servidora Eunice Barbosa, membro da comissão. “Teremos mais clareza no nosso fazer profissional. Além disso, a instituição estará garantindo acessibilidade comunicacional das pessoas surdas, com profissionais cientes do serviço que será prestado”, comentou.
O regimento define a estrutura organizacional do serviço. Os intérpretes devem estar vinculados à Coordenação de Atendimento às Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais (Capne), setor responsável por organizar escalas, acompanhar as atividades profissionais e garantir condições adequadas para o desenvolvimento do trabalho. A normativa também prevê planejamento das demandas, tempo para preparação técnica e capacitação contínua dos profissionais, fatores essenciais para assegurar qualidade e precisão nas traduções e interpretações.
Além disso, o regimento estabelece critérios para o funcionamento do atendimento, como a atuação em dupla de intérpretes com revezamento durante atividades mais longas e limites de carga diária em sala de aula, medidas que contribuem para preservar a qualidade do serviço e as condições de trabalho dos profissionais. Também são definidos prazos e procedimentos para solicitação das demandas de interpretação, garantindo melhor organização das atividades institucionais.
Com a publicação da resolução, o IFRR consolida um conjunto de regras que fortalece a política institucional de inclusão. Ao estruturar o serviço de tradução e interpretação em Libras, a instituição amplia as condições de participação das pessoas surdas na vida acadêmica e administrativa, garantindo acesso à comunicação, à informação e ao conhecimento em todos os níveis e modalidades de ensino.
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