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Jalser Renier segue preso após operação da PF que apreendeu R$ 19 mil e documentos de campanha em Boa Vista

Candidato a deputado estadual foi autuado por suspeita de compra de votos e associação criminosa.

Jalser Renier segue preso após operação da PF que apreendeu R$ 19 mil e documentos de campanha em Boa Vista
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O candidato a deputado estadual Jalser Renier segue sob custódia da Polícia Federal nesta sexta-feira (25), em Boa Vista, após ser preso durante a Operação Filargíria, deflagrada na última quinta-feira (24). Ele foi autuado por suspeita de crime eleitoral e associação criminosa após agentes encontrarem dinheiro em espécie e documentos relacionados à campanha durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão.

Segundo a Polícia Federal, a operação investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos. Foram cumpridos dois mandados em Boa Vista, na residência e em um escritório ligado ao candidato. A investigação teve como ponto de partida a prisão em flagrante de um homem, em outubro de 2025, com cerca de R$ 305 mil em espécie.

Durante as buscas desta quinta-feira, os agentes encontraram cerca de R$ 19 mil em dinheiro, além de celulares, anotações e planilhas relacionadas à gestão da campanha. De acordo com a apuração divulgada pela imprensa local, algumas anotações continham a sigla “BU”, que foi interpretada como possível referência a “boca de urna”. O material levantou, para os investigadores, a suspeita de captação ilícita de sufrágio, conhecida como compra de votos.

Jalser foi conduzido à sede da Polícia Federal, onde prestou depoimento. Segundo informações divulgadas pela imprensa local, durante o interrogatório o candidato decidiu permanecer em silêncio. A prisão em flagrante foi confirmada pela Polícia Federal na tarde de quinta-feira.

Inicialmente, foi arbitrada fiança de 100 salários mínimos, equivalente a R$ 162,1 mil. Posteriormente, com a inclusão da suspeita de associação criminosa, a fiança foi revogada, e Jalser permaneceu preso. O caso deve ser analisado em audiência de custódia.

Defesa contesta suspeitas

A defesa do candidato contesta as suspeitas. O advogado Carlos Vila Real afirmou que o dinheiro apreendido tem origem lícita e seria destinado a despesas pessoais de Jalser.

Sobre as planilhas, a defesa sustenta que os documentos estão relacionados à organização financeira da campanha e à contratação de cabos eleitorais, apoiadores remunerados e voluntários.

A defesa também afirma que os fatos ainda estão sendo apurados e que Jalser Renier exercerá o direito de defesa. O advogado disse que os documentos relacionados à campanha serão apresentados e esclarecidos no curso da investigação e da prestação de contas eleitorais.

O que investiga a Operação Filargíria

A Operação Filargíria foi deflagrada pela Polícia Federal para apurar a possível prática de lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos.

Segundo a PF, as investigações apontaram indícios de entrega recorrente de dinheiro em espécie a terceiros e de utilização de contas de passagem para movimentação de valores supostamente oriundos de recursos públicos.

A corporação informou que a nova fase da investigação busca reunir elementos para esclarecer a origem e a destinação dos recursos, além de identificar outros possíveis envolvidos ou beneficiários das movimentações financeiras.

A operação foi autorizada pelo Juízo das Garantias da Vara de Entorpecentes e Organizações Criminosas da Comarca de Boa Vista.

Como a prisão aconteceu

A movimentação da Polícia Federal começou na manhã de quinta-feira. Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na casa e em um escritório ligado a Jalser, em Boa Vista.

Foi durante as buscas que os policiais localizaram os R$ 19 mil em espécie e os documentos relacionados à campanha. A partir do material apreendido, surgiu a suspeita de crime eleitoral, além da investigação original sobre lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos.

Jalser foi conduzido à sede da Polícia Federal, onde permaneceu à disposição da autoridade policial.

Investigação começou em 2025

A operação desta quinta-feira não começou com a campanha eleitoral de 2026.

Segundo a Polícia Federal, a apuração teve origem em outubro de 2025, quando um homem foi preso em flagrante com aproximadamente R$ 305 mil em espécie. A partir desse episódio, os investigadores passaram a apurar a origem e a destinação dos valores e possíveis envolvidos nas movimentações financeiras.

O que acontece agora

Nesta sexta-feira, o principal desdobramento do caso é a expectativa pela audiência de custódia de Jalser Renier. O procedimento deve submeter a prisão à análise judicial.

A investigação da Polícia Federal também deve prosseguir com a análise do dinheiro, dos celulares, das planilhas e dos demais documentos apreendidos. A partir desse material, os investigadores buscam esclarecer a origem e a destinação dos recursos e eventuais responsabilidades.

Enquanto isso, a defesa sustenta que o dinheiro tem origem lícita e que as planilhas fazem parte da organização da campanha. As suspeitas investigadas pela Polícia Federal ainda dependem da continuidade da apuração e da análise do Poder Judiciário.

FONTE/CRÉDITOS: Luana de Oliveira
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