A nomeação foi feita pelo Papa Leão XIV, após o acolhimento do pedido de renúncia de Dom Orlando Brandes, conforme prevê o Código de Direito Canônico.
Dom Mário é atualmente arcebispo de Cuiabá, mas sua história pastoral possui um vínculo muito forte com a Igreja em Roraima. Entre 2016 e 2022, foi bispo da Diocese de Roraima, período marcado por grandes desafios pastorais, sobretudo pela extensão territorial do estado, pelas comunidades de difícil acesso e pela presença viva da igreja junto aos povos indígenas e também junto aos migrantes.
Em relato sobre sua passagem por Roraima, Dom Mário recordou que o tempo vivido no Estado foi, acima de tudo, um tempo de aprendizado com o povo.
Sua trajetória também ganhou projeção nacional. Em 2015, Dom Mário foi eleito presidente do regional norte 1 da CNBB, função que exerceu por quatro anos. Em 2019, durante a assembleia geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, foi eleito segundo vice-presidente da CNBB, integrando a presidência da conferência episcopal até 2023. Desde 2020, é também presidente da Cáritas brasileira.
Nascido em Itararé, no interior de São Paulo, no dia 17 de outubro de 1966. Dom Mário foi ordenado sacerdote em 1991 e possui formação em teologia, com uma trajetória pastoral marcada pela organização e dinamização das estruturas da igreja em chave missionária.
Agora, à frente da Igreja em Aparecida, Dom Mário passa a conduzir uma das mais importantes arquidioceses do país, diretamente ligada ao Santuário Nacional de Aparecida, que acolhe, todos os anos, milhões de peregrinos.
Para a Igreja em Roraima, permanece o reconhecimento por um pastor que caminhou junto com o povo, valorizou as comunidades mais distantes, fortaleceu a presença missionária e construiu pontes de diálogo com as realidades locais.
A nomeação de Dom Mário para Aparecida também leva para o coração da Igreja no Brasil a experiência vivida na Amazônia, especialmente no chão de Roraima.
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