A PCRR (Polícia Civil de Roraima) participou nessa quarta-feira, 02, do Dia C de Capacitação – Atendimento, Proteção e Perspectiva de Gênero na Segurança Pública, promovido pelo MPRR (Ministério Público de Roraima), em Boa Vista. O encontro reuniu profissionais das forças de segurança para discutir estratégias de prevenção, atendimento e investigação de casos de violência contra mulheres e meninas, com foco na proteção das vítimas e na atuação integrada dos órgãos.
A atividade integra uma mobilização nacional realizada nas capitais brasileiras e em 79 cidades do interior do país, com o objetivo de preparar profissionais que atuam diretamente no enfrentamento à violência contra a mulher.
Durante a programação, foram realizados painéis, oficinas e estudos de caso sobre perspectiva de gênero, violência contra a mulher e feminicídio, atendimento sem revitimização, medidas protetivas, avaliação de risco e atuação integrada da rede de proteção.
A delegada-geral, Simone Arruda, destacou que a PCRR mantém ações voltadas ao atendimento e à investigação de casos de violência contra a mulher, incluindo mutirões para dar maior celeridade aos procedimentos.
“Estamos realizando mutirões de atendimento para dar andamento às investigações. Nos últimos três meses e meio, ampliamos significativamente os atendimentos na Delegacia de Atendimento à Mulher e no Plantão Especializado”, afirmou.
A delegada ressaltou ainda que a formação permanente contribui para qualificar a atuação dos profissionais de segurança pública.
“É fundamental capacitar continuamente os profissionais de segurança pública. No enfrentamento à violência doméstica, precisamos compreender melhor esse fenômeno e fortalecer a atuação integrada da rede de proteção”, destacou.
A promotora de Justiça Lucimara Campaner, integrante da área de defesa da mulher, explicou que a formação é direcionada principalmente aos profissionais que atuam diretamente no atendimento às vítimas.
“Precisamos preparar o profissional que está na ponta, seja da Polícia Militar, da Polícia Civil, da Guarda Civil Municipal ou do Corpo de Bombeiros, para acolher e atender a mulher em situação de violência e vulnerabilidade”, afirmou.
Segundo a promotora, a integração entre os órgãos é essencial para interromper o ciclo de violência e prevenir casos graves, como o feminicídio. Entre as estratégias de proteção, ela destacou as medidas protetivas de urgência e os mecanismos de monitoramento e acionamento de emergência.
“Nós precisamos interromper a escalada da violência para prevenir feminicídios. Para isso, essa mulher precisa saber que pode contar com uma rede de proteção preparada para atendê-la”, ressaltou.
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