A PCRR (Polícia Civil de Roraima) lançou nesta terça-feira, 18, o Projeto Acolher, iniciativa de humanização do atendimento na Sala Lilás do IML (Instituto de Medicina Legal). A partir do projeto, meninas e mulheres atendidas em situação de vulnerabilidade passam a receber o Kit Acolher, com itens básicos de higiene, proteção e conforto.
O lançamento foi realizado na sede do IML, em Boa Vista, durante coletiva à imprensa. A ação busca proporcionar mais privacidade, cuidado e dignidade durante a permanência das vítimas no Instituto.
O Kit Acolher contém escova dental, creme dental, fio dental, sabonete, álcool em gel, roupa íntima descartável, absorvente e elástico para cabelo. Os itens foram selecionados para atender necessidades básicas de higiene e conforto de forma discreta e respeitosa.
Segundo a diretora do DGP (Departamento-Geral de Perícias) e do IML, Marcela Campelo Pereira, a proposta surgiu a partir da observação das necessidades apresentadas pelas vítimas durante o atendimento pericial.
“De um tempo para cá, percebemos que mulheres e meninas vítimas de violência sexual passam por um longo caminho, desde a delegacia, oitivas e até o exame de corpo de delito no IML. Muitas vezes, permanecem sem se higienizar desde o momento da violência. Por isso, o projeto oferece itens básicos de higiene e uma roupa íntima, como complemento ao acolhimento que a Polícia Civil já realiza”, ressalta.
A proposta foi estruturada com participação das oficiais investigadoras de polícia Lílian Souza Castro e Emily Regina Soares Lima, que atuam no planejamento do IML e do DGP.
Além dos itens entregues às vítimas, o Projeto Acolher propõe uma abordagem mais sensível durante o atendimento, com atenção à escuta, à privacidade e às necessidades individuais, sem substituir os procedimentos técnicos da perícia.
Identidade visual
O Projeto Acolher também conta com identidade visual própria. O lilás representa sensibilidade, empatia e acolhimento; o dourado simboliza dignidade e valor; e o ramo de oliveira representa paz, esperança, reconciliação e reconstrução.
A identidade passa a integrar os materiais relacionados ao projeto e busca associar a experiência de atendimento na Sala Lilás a uma mensagem de cuidado e respeito.
Para a delegada-geral da PCRR, Simone Arruda, a iniciativa integra as ações da instituição para qualificar o atendimento às vítimas, com cuidado, respeito e dignidade.
“Nós já estamos há algum tempo realizando várias atividades dentro da polícia civil e da perícia criminal, no sentido de buscar os mecanismos que nós possamos facilitar e acolher ainda mais essa vítima, de maneira que ela tenha um conforto a mais no sentido de denunciar, de procurar a polícia, de fazer sua denúncia e que sua denúncia realmente seja processada”, destacou.
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