Roraima está entre os estados brasileiros com incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, risco ou alto risco. Apesar do cenário, o estado não apresenta sinal de crescimento dos casos na tendência de longo prazo, segundo o boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quinta-feira (22).
A análise considera os registros da semana epidemiológica 41, correspondente ao período de 11 a 17 de outubro. Além de Roraima, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina também aparecem nessa classificação, mas sem indicação de aumento sustentado dos casos nas últimas seis semanas.
A SRAG é uma condição que pode estar associada a diferentes vírus respiratórios, como influenza, rinovírus, vírus sincicial respiratório e coronavírus. No cenário nacional, a Fiocruz identificou aumento de casos graves provocados pelo metapneumovírus e leve crescimento das ocorrências associadas ao rinovírus e à Covid-19. Apesar disso, os casos graves de Covid-19 permanecem em níveis baixos no país.
O boletim também aponta que crianças pequenas estão entre os grupos mais afetados pela incidência de SRAG no Brasil. Já a mortalidade é maior entre pessoas com 65 anos ou mais. Entre os vírus relacionados aos casos graves, o rinovírus, o vírus sincicial respiratório e o metapneumovírus se destacam entre as crianças, enquanto influenza A e Covid-19 também aparecem entre as causas associadas aos óbitos.
Diante desse cenário, a Fiocruz reforça a importância de manter a vacinação contra a Covid-19 atualizada, principalmente entre os grupos prioritários. Idosos e pessoas imunocomprometidas devem receber doses de reforço a cada seis meses, enquanto os demais grupos de risco devem seguir a recomendação de reforço anual, conforme orientação dos pesquisadores do InfoGripe.
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