Roraima registra 207 focos de calor em setembro e supera máxima histórica para o mês Número é quase o dobro do registrado no mesmo período do ano passado; Rorainópolis concentra a maior quantidade de ocorrências
Roraima registrou 207 focos de calor entre os dias 1º e 29 de setembro de 2026, segundo boletim divulgado pela Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Femarh). Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e fazem parte do monitoramento diário realizado no Estado.
O número é quase o dobro do registrado no mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 108 focos. Setembro deste ano também já superou a maior marca para o mês na série histórica apresentada pela Femarh, que era de 194 ocorrências. A média histórica para setembro é de 54 focos.
Entre os municípios, Rorainópolis concentra a maior quantidade de registros, com 34 focos. Em seguida aparecem Caracaraí, com 24; Bonfim e Caroebe, com 23 cada; Normandia, com 20; Cantá, com 18; Pacaraima, com 16; e Amajari e Uiramutã, com 14 cada.
Alto Alegre registrou sete focos; São Luiz, seis; Boa Vista, quatro; enquanto Iracema e São João da Baliza contabilizaram dois registros cada.
Risco de fogo
O boletim também apontou risco de fogo em diferentes regiões de Roraima para os dias 29 e 30 de setembro. A previsão indicava risco médio em diversas áreas, além de pontos classificados como de risco alto principalmente nas regiões central e centro-norte do Estado.
Bonfim, Normandia e Uiramutã estavam entre os municípios com áreas de risco alto. Partes de Alto Alegre, Amajari, Boa Vista, Cantá, Iracema, Mucajaí e Pacaraima também apareciam em situação de atenção.
Queima controlada
A Femarh também prorrogou o calendário oficial de queima controlada em Roraima. Com a decisão, o novo período vai de 1º a 31 de outubro, desde que haja autorização prévia e emissão da licença ambiental.
Entre os dias 1º e 29 de setembro, foram emitidas 63 autorizações para o uso controlado do fogo, abrangendo uma área licenciada de aproximadamente 19,9 mil hectares.
A Fundação alerta que o uso do fogo pode provocar impactos como empobrecimento do solo, perda da biodiversidade e danos à saúde. A recomendação é pela adoção de alternativas sustentáveis nas atividades agropecuárias sempre que possível.
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