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Sala Lilás é reestruturada para fortalecer atendimento a vítimas de violência em Roraima

Espaço garante acolhimento humanizado, sigilo e atendimento integral no Hospital Materno Infanti.

Sala Lilás é reestruturada para fortalecer atendimento a vítimas de violência em Roraima
Foto: Ascom/Sesau
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O Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth iniciou 2026 com um novo olhar sobre a assistência à mulher, com base no acolhimento, no respeito e na humanização.

A unidade reestruturou a Sala Lilás, espaço dedicado ao atendimento humanizado de mulheres em situação de violência, garantindo escuta qualificada, privacidade e cuidado integral.

“A Sala Lilás é prevista pelo Ministério da Saúde, mas fizemos um ambiente mais humanizado para o cuidado dessa mulher vítima de violência [sexual e doméstica]. Antes, essa paciente chegava na maternidade e contava sua história na recepção, para a enfermeira, para médica, para o serviço social e para a psicologia. Agora, relata sua história apenas uma vez”, afirma o diretor da Maternidade, Manuel Roque.

Ao informar a situação de violência ainda na recepção, a paciente é direcionada para a Sala Lilás, onde será feito o acolhimento pela enfermeira, assistente social e pela psicóloga, quando houver necessidade. A avaliação médica é feita lá dentro, bem como a coleta de exames, de forma sigilosa.

“Dessa maneira, faz com que ela fique isolada e resguardada em uma sala muito acolhedora e silenciosa. Ela não tem contato com outros servidores da unidade, as outras pessoas não sabem que essa sala fica ali. Então, traz um sigilo e um respeito para a paciente”, ressaltou.

O diretor explica ainda que, a mulher vítima de violência sexual e doméstica pode e deve procurar a maternidade. Em 2025, a unidade recebeu cerca de 211 vítimas de violência.

“No caso da violência sexual, essa paciente pode procurar diretamente a maternidade, ou ela pode fazer um Boletim de Ocorrência que então será encaminhada para cá, para essa avaliação ginecológica. Se ela não for fazer esse B.O., nós conseguimos registrar o boletim de ocorrência aqui na unidade com a colaboração da Polícia Militar. É muito importante a maternidade dar essa visibilidade e esse olhar diferenciado para os pacientes”, disse Roque.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Secom Roraima | Suyanne Sá
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