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Seis anos da Covid-19: o que aprendemos com a maior crise sanitária do século?

Vacinas, ciência, memória coletiva e impactos sociais, marcam o período que transformou a forma como o mundo lida com emergências de saúde

Seis anos da Covid-19: o que aprendemos com a maior crise sanitária do século?
Foto: Portal Drauzio Varela
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A declaração da pandemia pela Organização Mundial da Saúde marcou um momento histórico que transformou a rotina de milhões de pessoas em todo o mundo, incluindo o Brasil. Desde o início da crise sanitária, o Brasil registrou mais de 705 mil mortes por COVID-19, segundo dados do Ministério da Saúde. O país chegou a figurar entre os que tiveram maior número absoluto de óbitos pela doença no planeta.

Durante os períodos mais críticos da pandemia, hospitais ficaram lotados, medidas de distanciamento social foram adotadas e o uso da máscara passou a fazer parte da rotina da população. A vacinação em massa, iniciada em 2021, foi fundamental para reduzir os casos graves e as mortes. Nos anos seguintes a vacinação, os números mostraram uma queda significativa nos óbitos. O país registrou cerca de 74 mil mortes em 2022, número que caiu para quase 15 mil em 2023 e menos de 6 mil em 2024, segundo dados do Ministério da Saúde.

Para o médico infectologista Joel Terra, a pandemia deixou importantes lições para a área da saúde, especialmente sobre a importância da vigilância epidemiológica, da ciência e da preparação para novas emergências sanitárias.

"Nós temos que investir primeiramente no preventivo, na educação e saúde. E estarmos preparados para possíveis novas epidemias. Como é que a gente faz isso? Vigilância de fronteira, um sistema de controle epidemiológico e de agravos mais estruturado. Infelizmente a gente não vê esse investimento do setor público priorizar um pouco mais a parte preventiva", disse.

Além dos impactos na saúde pública, a pandemia também provocou mudanças profundas na forma como a sociedade vive, trabalha e se relaciona. O professor e sociólogo Linoberg Almeida explica que o período acelerou transformações sociais que já estavam em curso, como o avanço do trabalho remoto, o uso mais intenso das tecnologias digitais e novas formas de convivência.

"O primeiro é o uso de tecnologia, a interatividade digital, a necessidade de capacitação continuada de professores e de toda a comunidade escolar, quando a gente fala em uso de tecnologia. O segundo ponto é a relação família e escola, que foi e precisa ser refundada. Outro ponto é a comunicação remota, a comunicação direta, a educação híbrida. Esse uso de tecnologias que muda a nossa maneira de conversar um com os outros e também tem consequências pós-pandemia. Além de tudo, acho que é importante sempre remarcar a preocupação com a saúde mental de todos e todas na nossa sociedade. Esses são desafios postos pós a pandemia de COVID-19", ressaltou o professor.

Seis anos após a declaração da pandemia de COVID-19, especialistas afirmam que as marcas desse período ainda estão presentes na sociedade e reforçam a importância da ciência, da informação e da preparação para enfrentar futuras crises sanitárias.

FONTE/CRÉDITOS: Gabriel Mello
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