Desde as 7 horas da manhã, servidores públicos voluntários estão no Teatro Municipal de Boa Vista realizando o teste de integridade da votação eletrônica deste segundo turno das Eleições Gerais 2026. A votação simulada é feita com 19 urnas eletrônicas, sorteadas na véspera do pleito, e o objetivo é verificar o correto funcionamento dos equipamentos.
O membro da Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica (CAVE), Pedro Caye, explica que a simulação é realizada em um ambiente controlado, “objetivando ao final conferir se o voto digitado na urna é contado corretamente”.
“Durante todo o horário da votação, a Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica realiza o teste de integridade das urnas. Ao final dos testes, nós pretendemos verificar se está tudo correto, se os votos lançados na urna estão sendo contabilizados de forma adequada”, completa.
Para a realização da auditoria, são utilizados um sistema de apoio à votação, disponibilizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a urna eletrônica e um sistema de gravação de imagens. Ao final dos trabalhos, os votos registrados na urna são comparados com aqueles lançados no sistema de apoio, permitindo verificar se a contabilização ocorreu corretamente.
Segundo Pedro Caye, toda a votação simulada é filmada durante as oito horas de realização do teste. Caso sejam identificadas divergências entre os votos registrados na urna eletrônica e no sistema de apoio, as imagens são consultadas para identificar em que momento ocorreu o problema.
“Quando a gente faz o cruzamento dos votos dados, conseguimos identificar possíveis horários em que pode ter acontecido o erro. Voltamos nas imagens e sempre conseguimos identificar o erro humano”, explica.
O representante da CAVE destaca que, desde 1996, as auditorias realizadas identificaram falhas humanas como causa das divergências eventualmente encontradas. Ele ressalta que os colaboradores passam todo o período da auditoria repetindo os procedimentos de votação tanto na urna eletrônica quanto no sistema de apoio, situação em que podem ocorrer erros de operação.
“É esperado que aconteçam divergências, e o tratamento dessas divergências sempre foi no sentido de demonstrar o erro, a falibilidade humana”, afirma.
O teste de integridade também é acompanhado por instituições de controle e fiscalização. Neste domingo, estão presentes representantes do Tribunal de Contas da União (TCU), do Ministério Público Federal (MPF) e da Defensoria Pública da União (DPU).
Para Pedro Caye, a participação dessas instituições reforça o compromisso da Justiça Eleitoral com a transparência e a prestação de contas à sociedade. “São entidades que visam escrutinar a Justiça Eleitoral e, mais uma vez, é um compromisso de transparência que nós temos tanto com as demais instituições como com toda a sociedade”, destaca.
A população também pode acompanhar os procedimentos sem precisar comparecer presencialmente ao Teatro Municipal. Toda a auditoria é transmitida ao vivo pelo canal do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) no YouTube, permitindo que os cidadãos acompanhem os testes ao longo do dia e esclareçam dúvidas sobre o processo de verificação da votação eletrônica.
Além das 19 urnas, que passam pelo teste de Integridade sem Biometria no Teatro Municipal, mais três equipamentos foram sorteados para o Teste de Autenticidade, sendo duas em Boa Vista (nas escolas estaduais Rittler de Lucena e 13 de Setembro), e uma no município de Rorainópolis. Por fim, uma urna, da Escola Estadual Gonçalves Dias, passa pelo Teste de Integridade com Biometria.
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