A Operação Acolhida realizou um voo de interiorização, na última sexta-feira (06), com 189 pessoas migrantes a bordo, sendo 59 crianças de até 12 anos. O avião saiu de Boa Vista e pousou no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. De lá, os passageiros seguiram viagem para seus destinos, por via terrestre.
Do aeroporto, 29 migrantes seguiram para a capital São Paulo, outros 86 migrantes tiveram como destino o Paraná, 37 o Rio de Janeiro, 19 Tocantis e 18 o Distrito Federal. Como virou tradição nos últimos anos, o voo priorizou mulheres.

A Operação Acolhida interiorizou, entre 2018 e dezembro de 2025, promoveu a interiorização de mais de 156,65 mil migrantes e refugiados que chegaram pela fronteira norte. Eles foram encaminhados para 1.112 municípios brasileiros.
Para a gerente de projeto da Secretaria Nacional de Assistência Social do MDS, Niusarete Lima, o Dia Internacional da Mulher é uma data que convida a refletir sobre conquistas, desafios e, principalmente, sobre a importância de garantir dignidade, segurança e oportunidades para todas as mulheres.
“No contexto da Operação Acolhida, essa reflexão ganha um significado ainda mais profundo, muitas mulheres que chegam ao Brasil por meio do fluxo migratório enfrentaram situações extremamente difíceis em seus países de origem”, pontuou.
“Muitas são mães solo, responsáveis pelo sustento e proteção de seus filhos, e chegam ao país carregando não apenas bagagens, mas também histórias de resistência, coragem e esperança por uma vida melhor”, contextualizou a representante do MDS na coordenação da Operação Acolhida.
A Operação Acolhida busca garantir que essas mulheres encontrem no Brasil um ambiente de proteção e acolhimento. Nos abrigos e nos diversos serviços oferecidos, são desenvolvidas ações voltadas à proteção, à promoção da autonomia e ao fortalecimento dessas mulheres, garantindo acesso a documentação, assistência social, saúde, oportunidades de trabalho e processos de interiorização para outras cidades do país.
“É importante destacar que apoiar mulheres migrantes e refugiadas significa também fortalecer famílias e comunidades inteiras. Quando uma mulher tem acesso a direitos, oportunidades e proteção, ela amplia as possibilidades de desenvolvimento para seus filhos e para o seu entorno”, prosseguiu Niusarete Lima.
Para ela, mais do que uma data simbólica, este é um momento para reconhecer a força dessas mulheres e renovar o compromisso coletivo com a igualdade, a proteção e a valorização de todas elas.
“Neste Dia Internacional da Mulher, reafirmamos o compromisso de continuar trabalhando para que cada mulher atendida pela Operação Acolhida seja tratada com respeito, dignidade e tenha a oportunidade de reconstruir sua vida com segurança e esperança no Brasil”, concluiu.
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