A Sexta-Feira Santa foi marcada por fé e reflexão durante a 16ª edição da Paixão de Cristo, realizada no palco Aderval da Rocha Ferreira, na Praça Germano Sampaio, no bairro Pintolândia, em Boa Vista.
A apresentação foi promovida pela Área Missionária São Raimundo Nonato, por meio da juventude do grupo de teatro Jovens da Arte. A encenação retratou os últimos momentos da vida de Jesus Cristo, com cenas da paixão, morte e ressurreição. O espetáculo levou o público a acompanhar, por meio do teatro, um dos principais mistérios da fé cristã.
A iniciativa começou há 16 anos, na comunidade Sant’Ana, quando jovens da área missionária decidiram realizar a primeira apresentação em frente à igreja. Desde então, a encenação passou a integrar a programação da Semana Santa e se tornou uma tradição entre os fiéis da Diocese de Roraima.
Para Wesley Litle, que interpretou Jesus, a experiência representa aprendizado e vivência espiritual.
“Muita gratidão por ter vivenciado essa grande experiência. São várias as vezes em que já tive essa oportunidade, mas cada uma delas tem a sua história e o seu aprendizado. De forma particular, neste ano, consegui levar muitos aprendizados para a minha vida, porque o teatro tem essa capacidade de nos inserir dentro desse grande mistério da paixão, morte e ressurreição do Nosso Senhor. Às vezes, um simples olhar já acaba nos curando. Então, assim como para nós, que nos preparamos para apresentar, acredito que o público que se fez presente aqui também conseguiu desfrutar um pouco dessa experiência”, disse Wesley.
A atriz Dulcinéia Lopes, que interpretou Maria, destacou a cena em que a Mãe recebe o corpo de Jesus nos braços como um dos momentos mais marcantes da apresentação.
“A hora em que Maria recebe Jesus Cristo no colo é de rasgar o coração. Uma mãe que recebe o filho nos braços, da forma como Maria recebeu Jesus, transmite um sentimento de amor, de gratidão e também de desespero. Mas é com muito carinho que eu faço esse papel há vários anos, e este ano foi ainda mais gratificante para mim. Maria, Mãe de Jesus, é a mulher mais forte que eu já pude conhecer. Ela é uma mãe forte, guerreira, verdadeira, que suportou todo o sofrimento de Jesus com muito amor, acreditando que tudo o que Ele falava iria se cumprir. E se cumpriu. Para mim, fica esse sentimento de profunda emoção e fé”, destacou a Jovem.
Maria Joselha, que faz parte da equipe organizadora da encenação ressaltou que o sentimento ao final da apresentação é de dever cumprido, especialmente pela mobilização de diferentes gerações da comunidade.
“O sentimento é de missão cumprida. Realmente, é uma missão fazer acontecer a Paixão de Cristo em Boa Vista com a juventude, os idosos, as crianças e os adultos. É um trabalho que sentimos como um chamado do nosso batismo, como cristãos que somos. Então, nós sentimos que a missão foi cumprida. São várias as pessoas que vieram e que levaram consigo uma parte desse Evangelho”.
A apresentação reuniu moradores da comunidade e fiéis de outras áreas da capital, reforçando a tradição da encenação dentro da programação da Semana Santa em Boa Vista.
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