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A Igreja Católica inicia o ponto alto do ano litúrgico com celebrações que recordam a Última Ceia, a cruz e a ressurreição.

Ao longo de três dias, a Igreja convida os fiéis a mergulharem no mistério central da fé cristã

A Igreja Católica inicia o ponto alto do ano litúrgico com celebrações que recordam a Última Ceia, a cruz e a ressurreição.
Foto: João Felipe
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A Igreja inicia, nesta quinta-feira (02), o Tríduo Pascal, ponto mais alto da Semana Santa e momento central do ano litúrgico cristão. Nas paróquias e comunidades da Diocese de Roraima, os fiéis se preparam para celebrar os mistérios da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo.

A Quinta-feira Santa recorda de forma especial a Última Ceia, quando Jesus instituiu a Eucaristia, o sacerdócio ministerial e deixou o mandamento do amor e do serviço fraterno. A celebração possui ritos próprios, como o lava-pés, o translado do Santíssimo Sacramento e o desnudamento do altar, que ajudam os fiéis a entrar no clima de recolhimento que antecede a Paixão do Senhor.

O vigário da Área Missionária Santa Rosa de Lima, padre Djavan André, explica que o gesto do lava-pés é um dos momentos que tornam a celebração única.

“O Lava-Pés é um rito litúrgico realizado durante a celebração da Quinta-Feira Santa. Ao lavar os pés dos discípulos, como vemos na liturgia, Jesus ensina que a verdadeira grandeza está em servir, ou seja, Cristo demonstra o seu amor pelas pessoas e mostra, de forma concreta, que a humildade e o serviço estão no centro de sua mensagem. Por isso, a principal lição do Lava-Pés é justamente a humildade. Ao celebrar o Lava-Pés nos dias atuais, os cristãos são lembrados e chamados a amar os outros como Jesus nos amou. Trata-se de um amor criativo, altruísta e inclusivo, que se traduz em gestos concretos de cuidado e serviço”, explicou o padre.

Sexta-Feira da Paixão: Crucificação e morte do Senhor

A Sexta-Feira da Paixão é o dia em que a Igreja recorda a Paixão e morte de Jesus Cristo. É o único dia do ano em que a Igreja Católica não celebra a Santa Missa. A ausência da celebração eucarística está profundamente ligada ao significado da data, que relembra a crucificação e a morte do Senhor, sendo marcada pelo silêncio, respeito e reflexão dos fiéis.

Esse gesto litúrgico simboliza o luto pela morte de Cristo. Em lugar da Missa, acontece a Solene Ação Litúrgica da Paixão do Senhor, uma celebração sóbria composta por leituras bíblicas, orações universais, adoração da cruz e a distribuição da Sagrada Comunhão, com hóstias consagradas no dia anterior.

Sábado Santo: silêncio, espera e esperança

O Sábado Santo, também chamado de Sábado de Aleluia, é o momento em que a Igreja contempla Cristo morto e sepultado, recordando sua descida à mansão dos mortos. Do cair do dia da Sexta-Feira Santa até as Vésperas do Domingo de Páscoa, predomina o silêncio, em um clima de oração e expectativa pela Ressurreição.

À noite, a Igreja celebra a Vigília Pascal, considerada a mais importante de todo o ano litúrgico. A celebração inicia com a bênção do fogo novo e o acendimento do Círio Pascal, sinais da luz de Cristo ressuscitado. Também fazem parte da celebração a Proclamação da Páscoa, no antigo e belo canto do Exsultet; a Liturgia da Palavra, que percorre a história da salvação em várias leituras; o solene canto do Glória e do Aleluia; a liturgia batismal, que recorda a união dos cristãos à morte e ressurreição de Cristo pelo Batismo; e, por fim, a solene celebração da Santa Missa da Ressurreição.

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