A capital de Roraima registrou o maior aumento no preço da cesta básica entre todas as capitais do Brasil no mês de junho. Os dados são de uma pesquisa nacional feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Na nossa capital, o preço médio dos alimentos que o trabalhador precisa para passar o mês subiu 3,28%. A pesquisa mostra que a comida ficou mais cara em 17 capitais do país, mas Boa Vista ficou no topo da lista. Logo depois aparecem Palmas (3,01%), Rio Branco (2,20%) e Porto Alegre (2,18%). Por outro lado, o preço caiu em cidades como João Pessoa, Recife e Maceió.
Por que os alimentos subiram?
O principal vilão do bolso do consumidor foi o feijão, que ficou mais caro em todas as cidades pesquisadas. Segundo os especialistas, isso aconteceu porque os produtores plantaram menos feijão e o clima prejudicou as colheitas do grão no país.
Além do feijão, outros três alimentos que fazem parte do dia a dia e pesam muito no orçamento das famílias de Boa Vista também subiram: Arroz agulhinha, carne bovina de primeira e leite integral.
O salário atual dá para pagar as contas?
A lei brasileira diz que o salário mínimo deveria ser suficiente para cobrir todos os gastos de uma família com comida, moradia, saúde, educação, roupa, higiene, transporte e lazer.
Com base nisso e olhando para o preço atual da comida, a pesquisa calcula que o salário mínimo ideal para o trabalhador em junho deveria ser de R$ 8.110,92. Esse valor é cinco vezes maior do que o salário mínimo atual do país, que é de R$1.621,00.
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