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Brasil registra menor número de casos de malária em mais de quatro décadas

Queda nos casos, óbitos e infecções graves evidencia avanços no combate à doença e fortalece estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento no paí

Brasil registra menor número de casos de malária em mais de quatro décadas
Zeca Miranda / MS
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O Brasil tem avançado de forma consistente no enfrentamento da malária, alcançando resultados históricos nos últimos anos. Em 2025, o país registrou o menor número de casos da doença desde 1979, com uma redução de 15% em relação ao ano anterior. Também houve queda significativa de 30% nos registros causados pelo parasita Plasmodium falciparum, responsável pelas formas mais graves da enfermidade, além de uma diminuição de 28% nos óbitos.

Os dados positivos ganham ainda mais relevância no dia 25 de abril, quando é celebrado o Dia Mundial de Luta contra a Malária. Instituída pela Organização Mundial da Saúde em 2007, a data reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado, além de reconhecer o trabalho de profissionais de saúde, pesquisadores, gestores e comunidades na luta contra a doença.

Como reconhecimento pelos avanços alcançados, o Ministério da Saúde premiou municípios de Rondônia — Porto Velho, Itapuã do Oeste, Cujubim, Guajará-Mirim e Candeias do Jamari — com os “Selos de Boas Práticas Rumo à Eliminação da Malária”, durante a 18ª ExpoEpi. A iniciativa valoriza experiências bem-sucedidas e incentiva novas ações para fortalecer a vigilância em saúde e acelerar a eliminação da doença no país.

Outra medida estratégica foi a ampliação do acesso ao diagnóstico por testes rápidos, especialmente em regiões remotas. O Brasil também avançou na oferta da tafenoquina, medicamento utilizado no tratamento da malária causada por Plasmodium vivax. Desde março de 2026, o país passou a disponibilizar a versão pediátrica do medicamento, priorizando populações indígenas. O Brasil é o primeiro país do mundo a ofertar a tafenoquina no sistema público de saúde.

A malária é uma doença infecciosa causada por parasitos do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada da fêmea do mosquito Anopheles, conhecido popularmente como mosquito-prego, carapanã ou muriçoca. Não há transmissão direta entre pessoas.

A maior parte dos casos no Brasil concentra-se na região amazônica, que inclui estados como Acre, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima. Entre os sintomas mais comuns estão febre, calafrios, tremores, sudorese, dor de cabeça e dores no corpo. Em situações mais graves, podem ocorrer convulsões, dificuldade respiratória e alterações de consciência, especialmente em infecções por Plasmodium falciparum.

Apesar dos riscos, a malária tem cura. O tratamento é simples, eficaz e oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde. O diagnóstico precoce e o início rápido da medicação são fundamentais para evitar complicações e interromper a transmissão da doença.

As medidas de prevenção incluem o uso de mosquiteiros, repelentes, roupas que protejam o corpo, além da instalação de telas em portas e janelas. Entre as ações coletivas, destacam-se a borrifação de inseticidas, a distribuição de mosquiteiros tratados, melhorias no saneamento e a eliminação de criadouros do mosquito.

Com investimentos contínuos, inovação e mobilização social, o Brasil segue avançando no caminho para eliminar a malária como problema de saúde pública.

FONTE/CRÉDITOS: Luana de Oliveira
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