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Câmara aprova PEC que prevê fim da escala 6x1

Trabalhadores de Boa Vista comentam as mudanças previstas para a jornada de trabalho.

Câmara aprova PEC que prevê fim da escala 6x1
Foto: Bruno Spada/Agência Câmara
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A Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de trabalho no Brasil e prevê o fim da escala 6x1, o modelo em que o trabalhador atua seis dias e folga apenas um.

A proposta prevê a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial. Pela medida, os trabalhadores passarão a ter dois dias de descanso semanal após a regulamentação das mudanças.

A votação teve ampla maioria na Câmara. No primeiro turno, foram 472 votos favoráveis e 22 contrários. Já no segundo turno, o placar ficou em 461 votos a favor e 19 contra.

Nas ruas de Boa Vista, a proposta gerou repercussão entre trabalhadores do comércio e de outros setores. Para muitos, a mudança representa mais qualidade de vida e tempo para cuidar da saúde, da família e das atividades pessoais.

O vendedor Thiago Araújo acredita que a mudança já deveria ter acontecido há mais tempo.

“Eu acho que já era em tempo, né, a escravidão se acabar, as pessoas terem um pouquinho mais de liberdade. A gente que trabalha principalmente no comércio não tem tempo pra fazer nada na vida pessoal porque não tem tempo. Quando vai resolver alguma coisa porque adoeceu, é correria”, afirmou.

A vendedora Thalia dos Santos comemorou a aprovação da proposta e defendeu que a medida pode beneficiar os trabalhadores.

“Eu gostei, amei. Agora nós vamos descansar. Tem gente que não entende. Se você for ver e entender direitinho, vai perceber que é bom”, disse.

O vendedor Sean de Oliveira também avaliou positivamente a proposta. Para ele, a redução da jornada pode garantir mais tempo para descanso e atividades pessoais.

“É ótimo. Eu posso descansar e ficar tranquilo em casa, ter mais tempo para fazer minhas coisas, lavar minha roupa, arrumar meu quarto. Mais tempo pra mim”, comentou.

Entre os parlamentares de Roraima, o deputado federal Nicoletti foi o único a votar contra a proposta. Em nota, ele afirmou que a medida pode aumentar os custos para pequenas empresas, estimular a informalidade e provocar perda de empregos.

Apesar da aprovação na Câmara, a proposta ainda precisa passar pelo Senado Federal antes de entrar em vigor.

FONTE/CRÉDITOS: Lauany Gonçalves
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