O delegado da PCRR (Polícia Civil de Roraima), Wesley Costa de Oliveira, ministrou palestra para membros e servidores do MPRR (Ministério Público do Estado de Roraima), abordando técnicas modernas de investigação e o uso estratégico de informações para fortalecimento da produção de provas.
A capacitação ocorreu na última sexta-feira, 20, e reuniu promotores e servidores com foco no aprimoramento da atuação investigativa. A atividade atendeu a uma demanda institucional apresentada ao delegado, que também é diretor do Departamento Administrativo da PCRR e responde pela Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas).
Durante o encontro, foram apresentados conceitos de OSINT (Open Source Intelligence), técnica baseada na utilização de dados obtidos em fontes públicas, como redes sociais, bases oficiais e conteúdos da mídia. Essas informações, quando analisadas de forma adequada, contribuem para a construção de linhas investigativas e aprofundamento de apurações.
Segundo Oliveira, a proposta foi orientar os participantes sobre o uso correto dessas ferramentas no contexto das investigações.
“A capacitação visa oferecer conhecimento sobre fontes abertas e orientar membros e servidores para que possam qualificar o trabalho investigativo, utilizando essas ferramentas como complemento às investigações”, explicou.
Além das fontes abertas, o treinamento também abordou o uso de dados sigilosos, acessados mediante autorização judicial ou procedimentos legais, como quebras de sigilo e interceptações. A integração entre essas duas frentes permite investigações mais robustas, aliando agilidade e profundidade na análise das informações.
O diretor do Centro de Estudos do MPRR, promotor Márcio Rosa, destacou que a iniciativa atende a uma necessidade identificada pela Corregedoria-Geral.
“Há a necessidade de aprimorar o conhecimento sobre como lidar com as provas e os meios de obtê-las. Mesmo quando o promotor não atua diretamente na coleta, é fundamental compreender o processo para garantir a integridade e a correta utilização dessas provas no âmbito judicial”, ressaltou.
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