As férias escolares costumam ser um período de viagens, passeios e mais tempo em família. Mas, enquanto a rotina muda para crianças e adultos, cães e gatos também sentem os impactos dessas alterações e precisam de cuidados especiais para que o período seja tranquilo e seguro.
O médico veterinário Lucas Araújo explica que, antes de decidir levar o animal em uma viagem ou deixá-lo sob os cuidados de outra pessoa, é fundamental avaliar o perfil do pet.
"É uma decisão que tem que ser tomada pensando, antes de tudo, no bem-estar do animal. Se ele se estressa dentro da caixa de transporte, em ambientes movimentados ou com muito barulho, isso pode afetar a saúde e o comportamento dele. Antes de viajar, o tutor precisa avaliar se o animal realmente está adaptado e apto para esse tipo de deslocamento", orienta.
Caso a viagem seja a melhor opção, o especialista destaca que alguns cuidados são indispensáveis. Além da vacinação, da vermifugação e do controle contra pulgas e carrapatos estarem em dia, viagens interestaduais exigem documentação específica.
"A vacina contra a raiva é obrigatória e deve ter sido aplicada pelo menos 30 dias antes da viagem. Em muitos casos, também é necessário apresentar um atestado de saúde emitido por um médico veterinário, comprovando que o animal está apto para viajar", explica Lucas Araújo.
Para quem vai aproveitar as férias na cidade, os passeios ao ar livre também exigem atenção. O veterinário recomenda evitar os horários mais quentes do dia, oferecendo sempre água ao animal e respeitando seus limites físicos, especialmente no caso de filhotes, animais idosos e cães de focinho achatado, como Pug, Shih Tzu e Bulldog.
Outra dica é observar o comportamento do pet durante a caminhada.
"Se o animal apresentar respiração muito ofegante, excesso de salivação ou demonstrar cansaço, o passeio deve ser interrompido imediatamente. Caso o quadro se agrave, o tutor deve procurar atendimento veterinário o quanto antes", alerta.
Durante as férias, também aumenta o contato dos animais com crianças e visitantes, o que pode resultar na oferta de alimentos inadequados.
Segundo Lucas Araújo, chocolate, uva-passa, cebola, abacate, balas e chicletes que contenham xilitol estão entre os alimentos tóxicos para cães e gatos. A recomendação é manter a alimentação habitual do pet e evitar oferecer qualquer alimento sem orientação profissional.
Com planejamento, cuidados preventivos e respeito às necessidades de cada animal, é possível aproveitar as férias com segurança, garantindo momentos de lazer e bem-estar para toda a família.
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