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Fevereiro Roxo reforça alerta sobre o Alzheimer e a importância do cuidado com a pessoa idosa

Mês de conscientização sobre doenças crônicas alerta para impacto profundo deixados pelo Alzheimer não apenas no paciente, mas em toda a família

Fevereiro Roxo reforça alerta sobre o Alzheimer e a importância do cuidado com a pessoa idosa
Foto: Getty Images
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De acordo com a Associação Brasileira de Alzheimer, a doença é a forma mais comum de demência e afeta principalmente pessoas idosas, provocando perda progressiva da memória, alterações no comportamento e comprometimento da autonomia. No Brasil, estima-se que 2,5 milhões de pessoas convivam com algum tipo de demência. Essa condição afeta cerca de 8,5% da população com 60 anos ou mais. Os dados são baseados no Relatório Nacional sobre a Demência no Brasil do Ministério da Saúde (MS).

A médica geriatra, Dra Lilia Moraga, especialista em Alzheimer, destaca que a informação e o diagnóstico precoce são fundamentais para garantir mais qualidade de vida ao paciente. Segundo a especialista, muitas famílias ainda confundem os primeiros sintomas com coisas da idade, o que pode atrasar o diagnóstico. Por isso, o Fevereiro Roxo reforça a importância da atenção aos sinais e da busca por avaliação médica especializada. 

“Um dos principais sintomas realmente é a memória, mas é uma memória de fatos recentes. Então, um paciente lembra detalhadamente o que ele fez na sua profissão ao longo da vida, mas esquece que almoçou. E aí é importante entender que às vezes a gente lembra muito só da memória, mas mudanças de comportamento também podem ser um sinal de início de uma demência e é importante ser avaliado” ressalta a médica.

O impacto do Alzheimer vai além do paciente, a sobrecarga emocional e física dos familiares é uma realidade. O cuidado diário exige paciência, adaptação da rotina e suporte psicológico. 

“Infelizmente a gente tem um um uma dupla violência com o envelhecer por si só. Então existe violência psicológica, violência física, violência financeira e ainda quando você tem uma pessoa que está cuidando de um familiar que está com demência, todos esses processos podem se intensificar. Inclusive a medicina fala que existe a sobrecarga do cuidador, porque mesmo quando está com a cognição preservada e está lúcido, orientado já é difícil, imagine quando essa alteração está presente. Então, psicologicamente e fisicamente, o cuidador costuma sofrer muito com esse cuidado intenso”.

Médica Geriatra, Dra. Lílian Moraga. Foto: Lauany Gonçalves

 

A campanha chama também a atenção para a necessidade de políticas públicas voltadas ao envelhecimento saudável, ampliação de acesso ao diagnóstico e fortalecimento da rede de apoio aos cuidadores. 

“O estado acaba contribuindo quando a gente não tem as equipes multidisciplinares dando suporte para essas famílias. A gente acha que saúde envolve só a parte médica de medicamento, mas a gente precisa de todo um suporte e aparato da fisioterapia, da psicologia, terapias ocupacionais para a própria família aprender lidar com esse paciente, porque realmente é limitante. E se essa família não tiver um suporte, vai ter sobrecarga”, alertou a especialista. 

A dra. Lílian Moraga deixa um apelo para que cuidadores e familiares busquem através da informação, atendimento rápido para idosos nessa condição.

“Se você está na dúvida, procure um serviço médico. Não deixem para depois esse diagnóstico. Percebeu que tem um esquecimento, que eu tá interferindo nas coisas que ele (Idoso) costumava fazer bem feito antes, procure a unidade de saúde, que aí você vai começar logo o tratamento, vai receber todas as orientações e a família também vai ter o suporte para poder esclarecer as dúvidas”.

Com o aumento da expectativa de vida no Brasil, falar sobre Alzheimer é falar sobre dignidade, respeito e qualidade de vida na terceira idade. O Fevereiro Roxo é um convite à empatia, compreender a doença é o primeiro passo para combater o preconceito e oferecer cuidado humanizado.

FONTE/CRÉDITOS: Gabriel Mello/ Ministério da Saúde
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