O Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth alcançou um marco histórico na assistência neonatal do Estado de Roraima ao reduzir de 33 para 11 dias o tempo médio de permanência de recém-nascidos na UTIN (Unidade de Terapia Intensiva Neonatal).
O resultado reflete investimentos do Governo de Roraima, por meio da Sesau (Secretaria de Saúde), como na reestruturação da unidade, novos equipamentos e implementação de novos fluxos e protocolos assistenciais.
Segundo o diretor da Maternidade, Manuel Roque, os protocolos implantados passaram a atuar não apenas na redução do tempo de permanência, mas também na prevenção de internações na UTI Neonatal.
“Com esses novos protocolos, por exemplo, o protocolo de assistência ao parto, conseguimos identificar qualquer intercorrência antes que ela aconteça, ou seja, conseguimos nos prevenir, e se prevenindo não temos porque mandar essa criança para UTI neonatal. Além de diminuir o tempo de permanência dos bebês na UTI, também conseguimos prevenir e se precaver para que esses bebês não internem na UTI”, afirmou o diretor.
Ao longo de 2025, o HMI recebeu 12 novas incubadoras, aparelhos de ultrassonografia, monitores multiparamétricos e equipamentos respiratórios, ampliando a capacidade de monitoramento e cuidado aos recém-nascidos.
Dentre eles, o protocolo de ultrassonografia de emergência, conhecido como quatro Ts, que permite resposta rápida a situações críticas maternas, o protocolo de hipotermia neonatal, que contribui para a recuperação mais rápida dos bebês e o fortalecimento da atuação multiprofissional na sala de parto.
“Implementamos em 2025 e estamos colhendo os frutos agora em 2026. Identificamos o problema, interviemos e conseguimos agir para que não tenha nenhum problema posterior, bem como também o protocolo de hipotermia neonatal, que também faz a redução do tempo de permanência do bebê na UTI, e o protocolo de sala de parto, onde fica uma equipe multiprofissional assistindo essa mulher”, pontuou Manuel Roque.
Atualmente, dos 56 leitos disponíveis nos setores de médio e alto risco neonatal, 19 estão ocupados por recém-nascidos internados.
A coordenadora médica da UTI Neonatal, Dra. Marjorie Fasanaro, ressaltou que a redução expressiva do tempo de internação é resultado direto da melhoria contínua da qualidade assistencial.
“Em um ano nós reduzimos o tempo de permanência de 33 para 11 dias e isso é reflexo de uma gestão comprometida do alinhamento entre as equipes, das capacitações que nós temos feito in loco e dos protocolos instituídos na unidade. Os protocolos que nós implementamos de um tempo para cá tem propiciado menos tempo de ventilação mecânica, menos tempo de acesso centrais, menos tempo de uso de antibióticos ou antibióticos desnecessários”, explicou a médica.
A Maternidade também tem fortalecido parcerias institucionais, como a atuação conjunta com o Lacen (Laboratório Central), que possibilita resultados mais rápidos de exames laboratoriais, permitindo decisões clínicas mais precoces e seguras.
Além disso, os recém-nascidos que recebem alta seguem acompanhados em programas como o follow-up neonatal e o Método Canguru, garantindo cuidado contínuo nos primeiros anos de vida.
Na UTI Neo
Além da redução significativa no tempo de internação, o Hospital Materno Infantil registrou uma baixa taxa de ocupação com a UTI de prematuros atualmente zerada. O último bebê recebeu alta no último fim de semana passado.
O cenário mostra o impacto direto das ações preventivas adotadas ainda no pré-parto e na sala de parto, que permitem identificar e intervir de forma precoce em possíveis intercorrências maternas e neonatais.
“Quanto menos tempo os bebês ficam internados dentro de uma UTI, menos suscetíveis eles ficam a novas infecções e a sequelas, e nós garantimos uma alta mais precoce, uma alta mais rápida desses bebês”, completou a coordenadora da UTIN.
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