A Meta, empresa responsável pelo Instagram, Facebook, WhatsApp e Threads, anunciou nesta quinta-feira (16) uma nova linha de ferramentas de supervisão parental focada na segurança de adolescentes. A principal atualização consiste no envio de alertas diretos aos pais cadastrados no sistema de monitoramento caso seus filhos publiquem conteúdos que façam menção a suicídio ou automutilação.
Além das notificações em tempo real, os pais receberão materiais educativos e orientações sobre como abordar o tema de forma sensível e segura com os jovens.
Por enquanto, o sistema de alertas de risco está ativo nos mercados dos Estados Unidos, Austrália e Canadá. De acordo com a big tech, a previsão é que o recurso seja expandido para os demais países, incluindo o Brasil, até o fim deste ano.
Treinamento de IA com psicólogos e psiquiatras
Para que as plataformas consigam identificar com precisão quando um jovem está em situação de vulnerabilidade, a Meta montou uma força-tarefa com 75 profissionais especializados em saúde mental. Esse grupo de especialistas ficou responsável por "treinar" a inteligência artificial da companhia.
Os profissionais avaliaram as respostas automáticas da IA para centenas de mensagens, refinando a tecnologia para que ela seja capaz de:
- Reconhecer sentimentos e acolher o desabafo do usuário;
- Oferecer respostas adequadas à faixa etária do adolescente;
- Direcionar os usuários a canais de apoio e incentivar o diálogo com adultos de confiança.
As redes da Meta já contam com mecanismos que bloqueiam termos de risco e direcionam os usuários a linhas de ajuda locais. O novo passo busca integrar a família nesse fluxo de proteção, garantindo que os responsáveis fiquem cientes de sinais de alerta emitidos no ambiente digital.
Equilíbrio entre autonomia e proteção
A iniciativa surge em meio a uma pressão global de governos e entidades de proteção à infância para que as gigantes de tecnologia criem ambientes virtuais mais seguros para os menores de idade.
Segundo a Meta, o objetivo das novas diretrizes é permitir que os adolescentes explorem ferramentas tecnológicas e de inteligência artificial de maneira saudável e condizente com sua idade, sem que fiquem desamparados caso enfrentem crises emocionais.
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