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Na OEA, Brasil defende paz na América Latina e critica ação dos EUA na Venezuela

Brasil condena uso da força e EUA dizem que petróleo venezuelano não pode ficar com adversários.

Na OEA, Brasil defende paz na América Latina e critica ação dos EUA na Venezuela
Foto: Juan Manuel Herrera/OEA
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Em reunião extraordinária do Conselho Permanente da OEA, Organização dos Estados Americanos, o Brasil afirmou que vai atuar pela paz em toda América Latina e no Caribe. 

Membros da OEA se reuniram nesta terça-feira para discutir os ataques feitos pelos Estados Unidos à Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, no último sábado. 

O embaixador do Brasil na OEA, Benoni Belli, disse que a solução da crise cabe aos venezuelanos, a partir de um processo político livre de interferência externa. 

O Brasil reforçou que a agressão dos Estados Unidos à Venezuela é uma ameaça a toda a comunidade internacional.

O embaixador brasileiro Benoni Belli destacou que a regra que prevalece no direito internacional é a de que o uso da força está proibido nas relações internacionais, e as exceções dever ser guiadas pelas Nações Unidas.  O embaixador ressaltou ainda que a América Latina e o Caribe é uma zona de paz.

Durante a reunião da OEA, os Estados Unidos voltaram a afirmar que o petróleo da Venezuela não pode ficar nas mãos de seus adversários, citando Irã, Rússia, China e Cuba. 

Os norte-americanos disseram que a invasão não foi uma interferência na democracia venezuelana, mas uma ação que removeu o principal obstáculo para democracia. 

Já a Colômbia rechaçou a intervenção dos Estados Unidas e pediu a unidade da América Latina contra interferências externas. O Paraguai, ao contrário, disse que vê esperança na saída de Maduro do poder, sendo uma nova etapa para se retomar a democracia na Venezuela.

Em 2017, a Venezuela anunciou sua saída da OEA, afirmando que organização interferia em seus assuntos internos.

FONTE/CRÉDITOS: Texto de Gésio Passos - Repórter da Rádio Nacional
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