O Comando Operacional Conjunto Catrimani II, em coordenação com a Casa de Governo no Estado de Roraima, realizou, entre os dias 11 e 13 de maio, mais de 100 quilômetros de patrulhamento fluvial e ações de vasculhamento na região do Alto Uraricoera, localizada na Terra Indígena Yanomami. O objetivo da operação foi coibir atividades ilícitas, desarticular estruturas logísticas do garimpo ilegal e reforçar a presença do Estado em uma área sensível da Amazônia.
Entre os principais resultados da operação está a destruição de uma embarcação utilizada pelo garimpo clandestino. A ação também integrou atividades de fiscalização, reconhecimento e neutralização de meios empregados em práticas ilegais. Esse tipo de ação é fundamental para o monitoramento de áreas de selva fechada, permitindo interceptar o garimpo ilegal principalmente nas proximidades dos rios, onde a atividade é mais recorrente.
Durante as ações, os militares apreenderam uma balsa, galões para armazenamento de combustível, roupas de mergulho, bateias — utensílio utilizado no garimpo de ouro e diamantes —, compressor de ar, além de motores de embarcação, de sucção e de draga.
As patrulhas fluviais fazem parte de uma estratégia contínua de combate ao garimpo ilegal. As operações podem durar vários dias, período em que os militares vasculham rios e igarapés onde os garimpeiros costumam esconder equipamentos. O esforço conjunto busca não apenas interromper a atividade criminosa, mas também garantir a preservação ambiental e a segurança das comunidades indígenas que vivem na Terra Yanomami.
Ação conjunta
A Operação Catrimani II é uma ação conjunta entre órgãos de Segurança Pública, Agências e Forças Armadas, em coordenação com a Casa de Governo no Estado de Roraima, em cumprimento à Portaria GM-MD N° 5.831, de 20 de dezembro de 2024, que visa agir de modo preventivo e repressivo contra o garimpo ilegal, os ilícitos transfronteiriços e os crimes ambientais na TIY.
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