Em uma ação estratégica para asfixiar a logística do garimpo ilegal, o Comando Operacional Conjunto Catrimani II, em coordenação com a Casa de Governo em Roraima, realizou no último sábado, 7 de março, a interdição de uma pista de pouso clandestina conhecida como "Pista do Caveira", situada no interior da Terra Indígena Yanomami (TIY).
A operação de desintrusão mobilizou tropas especializadas e empregou procedimentos de engenharia para garantir a inutilização da infraestrutura. Após o reconhecimento e a preparação da área, os militares utilizaram 400 kg de explosivos, estrategicamente distribuídos em 8 pontos de detonação, criando crateras que impedem o pouso e a decolagem de aeronaves.

Logística e Impacto no Garimpo
O transporte da tropa e dos materiais para a área de operações foi realizado com o apoio de uma aeronave UH-15 Super Cougar da Marinha do Brasil (MB) e um H-60 Black Hawk da Força Aérea Brasileira (FAB).
Estruturas como a inutilizada são vitais para a sustentação da atividade criminosa na região. Elas servem como ponto de entrada para maquinários pesados e peças de reposição, combustíveis e mantimentos, além de facilitar o fluxo de pessoal destinado à extração mineral ilícita.
Com a inutilização das pistas clandestinas a operação Catrimani II atinge o cerne da logística do garimpo ilegal. Sem o apoio aéreo, a atividade torna-se economicamente inviável, impactando diretamente a capacidade operacional dos garimpeiros.
Preservação e Controle Territorial
Esta ação não é isolada, mas parte de um cronograma contínuo que visa manter a pressão dissuasória sobre as rotas logísticas e consolidar o controle territorial por parte do Estado. O objetivo central é garantir a proteção das comunidades indígenas e a preservação do ecossistema amazônico, severamente impactado pelo mercúrio e pelo desmatamento associados à mineração ilegal.
Sobre a Operação Catrimani II
A Operação Catrimani II é um esforço conjunto que reúne Forças Armadas, órgãos de Segurança Pública e agências governamentais, sob a égide da Portaria GM-MD N° 5.831/2024. A missão atua de forma preventiva e repressiva no combate a crimes ambientais reafirmando a presença do Estado na região mais crítica da Terra Indígena Yanomami.
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