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Polícia fecha estabecimento que explorava adolescentes em Rorainópolis

Proprietária foi indiciada por manter casa de prostituição e favorecer exploração sexual de vulneráveis.

Polícia fecha estabecimento que explorava adolescentes em Rorainópolis
Foto: Ascom/PCRR
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A Polícia Civil de Roraima, em ação conjunta com a Polícia Militar e a Vigilância Sanitária de Rorainópolis, fechou na quarta-feira (14) um estabelecimento comercial que funcionava como casa de prostituição e centro de exploração sexual de adolescentes. A decisão judicial determinou a suspensão do alvará de funcionamento e da licença sanitária do local, após investigações apontarem a exploração sexual de pelo menos onze adolescentes, entre elas uma jovem de 16 anos resgatada em situação de vulnerabilidade social.

As investigações tiveram início em outubro de 2024, quando foi identificada a adolescente de 16 anos, natural de Manaus (AM), que foi aliciada por uma conhecida com promessas de moradia e trabalho em Rorainópolis. Ao chegar ao município, ela foi submetida a programas sexuais no local, com a intermediação direta da proprietária, identificada como A.P.B.S., de 37 anos.

“A vítima relatou que a investigada negociava os programas, controlava valores e horários, e exigia parte do dinheiro. Os valores chegavam a R$ 500 por atendimento”, explicou o delegado de Rorainópolis, Rick da Silva e Silva.

Durante a operação, a adolescente foi resgatada com o apoio do Conselho Tutelar e encaminhada a um abrigo em Boa Vista, onde recebe acompanhamento especializado. Em depoimento, ela afirmou que residia no local junto com outras dez adolescentes que também eram exploradas sexualmente.

As provas técnicas, incluindo mensagens de WhatsApp, confirmaram o controle da suspeita sobre o esquema. “Ficou comprovado que ela supervisionava os atendimentos, controlava o tempo com os clientes e decidia sobre todas as atividades”, destacou o delegado.

Em depoimento, A.P.B.S. alegou que a adolescente trabalhava como babá de sua filha e que não tinha conhecimento de sua idade. Disse ainda que apenas cobrava aluguel dos quartos e não participava dos lucros das atividades sexuais, versão desmentida pelas evidências colhidas.

A proprietária foi indiciada pelos crimes de favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual de vulnerável e manutenção de casa de prostituição. A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outras vítimas e responsabilizar todos os envolvidos.

“O combate à exploração sexual de crianças e adolescentes é prioridade institucional”, reforçou o delegado Rick Silva, destacando a atuação integrada com órgãos de justiça, segurança e fiscalização.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Ascom/PCRR
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