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“Quem matou Gabriel?”: indígenas realizam ato e cobram respostas das autoridades

Mobilização ocorreu na comunidade Novo Paraíso e percorreu trecho da RR-203.

“Quem matou Gabriel?”: indígenas realizam ato e cobram respostas das autoridades
Fotos: CIR
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Em meio às emoções pela perda precoce de Gabriel Ferreira, liderança jovem do povo Wapichana, o Movimento Indígena de Roraima inicia a mobilização para pedir justiça "Quem matou Gabriel".

O primeiro ato ocorreu na Comunidade Indígena Novo Paraíso, T.I Araçá, na região Amajari, onde Gabriel morava.  

As falas feitas por jovens relembraram quem foi Gabriel Ferreira e o legado deixado por ele, com fotos, cartazes e mensagens.

Os jovens e as lideranças tradicionais expressaram a dor, saudade e o repúdio pela morte de Gabriel.

"Até o último minuto eu tive esperança de encontra ele bem, vivo, mas, não foi assim! Gabriel era alegre, brincalhão, mas partiu tão jovem e deixou um importante legado de luta no Movimento Indígena que nós vamos seguir", disse um dos jovens da região Amajari.

Isaías Rodrigues, tuxaua da comunidade destacou que a mobilização é para pedir justiça por Gabriel.

"Estamos com mais de dez dias sem informação e essa mobilização é para saber de fato o que  aconteceu com o nosso guerreiro, esperamos que o laudo cadavérico saia logo e que a justiça seja feita", pediu a liderança.

Em seguida,  com cantos tradicionais e  pedidos de  "Justiça por Gabriel", o Movimento Indígena de Roraima percorreu parte da  RR-203,  no município de Amajari até o local onde o corpo de Gabriel Ferreira foi encontrado. 

O momento foi acompanhado por cerca de 500 lideranças das regiões Surumu, Alto Cauamé, Baixo Cotingo, Raposa, Serras, Amajari, Serra da Lua, Tabaio e Murupu. 

Aos prantos  Dacilina ferreira, avó de Gabriel lembrou a pessoa  e as ações que o neto fez pela região e comunidade e pediu justiça.

"Gabriel era uma pessoa boa, sempre ajudou a todos, nunca me deu trabalho, eu sempre acordava ele pra tomar café, almoçar, eu vou lembrar de Gabriel até o fim da minha vida e eu quero justiça", reforçou Dacilina.

O sepultamento de Gabriel ocorreu no último sábado, dia 14 de fevereiro, no cemitério em Boa vista e foi restrito à família. Até o momento, o laudo cadavérico com o resultado da perícia não saiu .

A assessoria jurídica do Conselho Indígena de Roraima (CIR), além de denunciar o caso à Polícia Civil, segue acompanhando e já oficializou os órgãos competentes como Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Polícia Federal (PF), Ministério da Justiça e Segurança Pública e Ministério Público Federal (MPF),  para que acompanhe as investigações e as causas da morte. O documento cita que houve violação dos direitos coletivos dos povos Indígenas. 

Ainda conforme a assessoria jurídica, até a data de hoje (17) a polícia cívil não repassou nenhuma informação nova sobre as investigações e a causa da morte de Gabriel.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações do Conselho Indígena de Roraima (CIR)
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