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Roraima brilha na Orquestra Jovem Sesc Brasil com músico venezuelano

Ender Gabriel Carreño Blanco mostra como a música pode ser um instrumento de inclusão, superação e diversidade.

Roraima brilha na Orquestra Jovem Sesc Brasil com músico venezuelano
Foto divulgação.
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A migração da Venezuela para o Brasil durante a adolescência parecia o prenúncio de uma vida extremamente desafiadora para Ender Gabriel Carreño Blanco, 20 anos. Mas o que ele não imaginava é que, oito anos depois, em Roraima, conseguiria realizar o desejo de se firmar como um músico. Integrante da Orquestra Jovem Sesc Brasil, Ender irá se apresentar no 14º Festival Internacional Sesc de Música, em Pelotas (RS), um dos maiores da América Latina para música de concerto.

O contrabaixista deixou a Venezuela ainda adolescente em função da crise que levou milhares de famílias a buscar melhores condições de vida fora do país. “Nos primeiros anos foi difícil me adaptar no Brasil, porque não me sentia totalmente integrado, apesar de termos sido bem recebidos”, relata. Hoje, ele reconhece que a música foi essencial para se encontrar nessa nova terra. “Aos 14 anos tive um professor venezuelano e toco com vários colegas que também vieram do meu país. Isso fez toda a diferença”, contou

O primeiro contato de Ender com a música foi quando começou a tocar contrabaixo elétrico, ainda na igreja. “Depois passei a estudar o instrumento com mais disciplina”, conta. Desde então, a música deixou de ser apenas um hobbie e passou a definir a sua formação. Começou na Orquestra Infantojuvenil de Boa Vista, avançou para a Orquestra Municipal e chegou ao Sesc, onde o contato com festivais e professores impulsionou sua evolução técnica e artística.

“Acredito que minha trajetória até aqui tem sido boa. Vejo evolução constante, não perfeita, mas construída com muito esforço e dedicação. Sei que há muito a evoluir, mas olho para o caminho que trilhei e tenho certeza que estou avançando, passo a passo, na direção certa”, conta. 

Um momento decisivo dessa trajetória foi o 2º Festival Sesc de Música realizado em Roraima, em 2024. O músico relembra a experiência de tocar na abertura do evento e, sobretudo, o desafio de integrar o concerto de encerramento, levando ao público a 4ª Sinfonia de Tchaikovsky.

“Achei que não seria selecionado para tocar no encerramento porque a obra tem um alto nível de exigência. Mas meu professor no Sesc me incentivou ao dizer que, com responsabilidade e estudo, eu conseguiria dar o meu máximo”, conta. O resultado foi o aprimoramento de seu nível musical. “Foi um grande passo. Saí satisfeito, sabendo que ainda tenho muito a melhorar”.

Com a seleção para participar da Orquestra Jovem Sesc Brasil, projeto que alia formação artística, inclusão social e diversidade cultural, Ender espera voar cada vez mais alto.

 

Festival Internacional Sesc de Música

O Festival de Pelotas reúne 400 alunos e 59 professores de 12 nacionalidades, em uma programação com mais de 115 apresentações gratuitas, espalhadas por teatros, praças, igrejas da cidade gaúcha. Participam do Festival Internacional Sesc de Música jovens do Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo e Rio Grande do Sul. Com bolsas parciais e integrais que garantem viagem, estadia e participação no evento, eles vivenciam uma experiência única de formação, integração e valorização da música de concerto.

Para conferir a programação completa, acesse: www.sesc-rs.com.br/festival

FONTE/CRÉDITOS: Com informações Sesc Brasil.
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