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Secretaria especial da mulher registra mais de 2 mil atendimentos no primeiro semestre deste ano

Ações desenvolvidas pelo programa da ALERR são voltadas ao empoderamento feminino e ao acolhimento de famílias

Secretaria especial da mulher registra mais de 2 mil atendimentos no primeiro semestre deste ano
SupCom ALERR - Nonato Sousa
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A Secretaria Especial da Mulher (SEM), da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), atua no combate à violência contra a mulher. O órgão tem oferecido diversos serviços sociais, ampliando a rede de apoio às vítimas de agressão e contribuindo para a redução do número de casos.

No primeiro semestre de 2026, a SEM prestou mais de 2 mil atendimentos, com ações voltadas ao empoderamento feminino e ao acolhimento às famílias. Entre as iniciativas desenvolvidas, destacam-se as palestras nas escolas sobre prevenção à violência, ministradas por meio do Chame (Centro Humanitário de Apoio à Mulher), o curso de defesa pessoal e o programa “Cuidar para Curar”, que acompanha psicologicamente crianças que vivenciam os impactos da violência doméstica.

“Hoje, nós não só acolhemos e orientamos, com atendimentos individualizados, como também temos grupos terapêuticos, damos suporte às crianças, prestamos assistência aos agressores, oferecemos aulas de dança e o curso de defesa pessoal. Então, é um trabalho bem completo. Ao longo desses anos, nos aperfeiçoamos e, atualmente, temos alcançado bons resultados”, comemora Glauci Gembro, diretora da SEM.

Escuta que acolhe

O Chame é a porta de entrada para mulheres vítimas de violência. O atendimento é realizado de forma multidisciplinar, com escuta ativa e simultânea de psicólogas, assistentes sociais e da equipe jurídica, responsáveis pelo acolhimento, conforme explica a psicóloga Jacilety Fonseca.

"Nesse primeiro momento, a mulher relata sua história uma única vez, evitando reviver o trauma. A partir disso, nós a fortalecemos, para que ela siga com a denúncia, a formalização do processo, entre outros acompanhamentos necessários", detalha.

Novos vínculos e desafios

A iniciativa também oferta aulas de jazz, atividade que tem conquistado grande adesão das participantes. A estudante Nilza Lídia Bento pratica as aulas desde setembro de 2025. Ela ressalta que a identificação com a modalidade foi imediata, principalmente por já ter experiência desde criança com o balé e outros tipos de dança.

"Eu nunca tinha feito jazz, mas tenho uma boa base no balé. Muitos movimentos e giros são parecidos. Então, acabei me identificando logo no início. Queria aprender algo novo, ir além da bagagem que já tinha na dança, e foi exatamente isso o que encontrei aqui", relata.

Ainda conforme Nilza, a cada aula ela se sente desafiada e surpreendida com novos aprendizados. "Estou aqui desde o ano passado e achei que este ano seria uma continuidade do que já tinha aprendido. Mas, para minha surpresa, conheci novos movimentos e técnicas diferentes de tudo o que já tinha vivenciado em outros tipos de dança", explica.

Para ela, os benefícios vão muito além da prática da dança. A atividade contribui para o desenvolvimento pessoal, ajudando a vencer a timidez, fortalecer a autoestima e criar novos vínculos.

"Está sendo muito gratificante. É algo que veio para me trazer muitos benefícios, principalmente com relação a me soltar mais e à timidez. A dança proporciona esse privilégio de a gente poder se expressar livremente. Também gosto muito da convivência com as outras alunas, de fazer amizades e compartilhar um pouco do que já sei. Desde que comecei, só tenho percebido benefícios. Separar um dia da semana para me dedicar à dança tem sido muito bom”, destaca.

A diretora da SEM, Glauci Gembro, projeta a meta para os próximos meses. "A gente sempre está querendo melhorar mais, propor mais ações no interior, levando serviços e cidadania para essas mulheres que não têm condição de vir à capital. Então, queremos estender esse trabalho para o interior. A ideia é justamente essa: fazer mais”, adianta.

A população pode obter mais informações sobre o trabalho da SEM através do ZapChame, pelo número: (95) 98402-0502. “Temos uma equipe preparada para acolher e orientar essa mulher", ressalta a diretora.

Em Boa Vista, a SEM fica na Avenida Santos Dumont, 1470, bairro Aparecida. Os atendimentos presenciais ocorrem de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. O órgão também possui um núcleo em Rorainópolis, na avenida Dra Yandara, 3058, Centro, também de segunda a sexta-feira, em horário comercial.

Atendimentos realizados pela SEM nos primeiros seis meses de 2026:

FONTE/CRÉDITOS: SupCom ALERR - Suzanne Oliveira
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