O Programa Caminhos da Biodiversidade, iniciativa do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que fomenta a observação da vida silvestre, foi objeto de ações de educação ambiental em comunidades indígenas de Roraima este mês. O objetivo da ação é promover a integração da bioeconomia de base comunitária com o tema Educação Ambiental, como contraponto ao tráfico de animais silvestres.
A comunidade indígena Uiramutã, na Terra Indígena (TI) Raposa Serra do Sol, recebeu o 1º Encontro de Turismo de Base Comunitária: potencialidade e desenvolvimento sustentável. O evento, com participação do Ibama, discutiu o desenvolvimento do turismo para atrair interessados no aprofundamento dos saberes, culinária, dança e rotinas dos povos.
Outra comunidade visita foi a Barata, na TI Livramento, onde ocorreu o XXII Encontro de Mulheres Indígenas de Roraima. O evento reuniu lideranças femininas de várias etnias do estado, como Macuxi, Wapichana, Taurepang, Xirixana/Yanomami e Ingaricó. Também estiveram presentes representantes das etnias Warao e Pemón, da Venezuela. As mulheres indígenas exercem liderança em diversas frentes estratégicas, como na defesa do território, e discutiram, na ocasião, soluções contra a exploração predatória e o avanço do desmatamento ilegal.
No contexto desses eventos, a Equipe de Educação Ambiental (EEA) do Ibama em Roraima palestrou que, diferente do turismo convencional, a modalidade de turismo elaborada por iniciativas como o Programa Caminhos da Biodiversidade prioriza a observação contemplativa de animais e pássaros, além da geração de renda local e a valorização cultural das comunidades por meio de ações sustentáveis. Para a equipe do Ibama, esse tipo de turismo é centrado no protagonismo indígena, onde a própria comunidade planeja a visitação por meio de diretrizes sustentáveis regulamentadas pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), gerando renda justa e preservando a floresta e a cultura.
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