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Crise na Venezuela pode impactar comércio e economia de Roraima

Instabilidade na Venezuela pode reduzir vendas externas e aumentar demanda em Pacaraima, pressionando comércio e serviços públicos.

Crise na Venezuela pode impactar comércio e economia de Roraima
Luana de Oliveira
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A instabilidade política e econômica na Venezuela, intensificada após a audiência de custódia do presidente Nicolás Maduro na última segunda-feira (5), pode ter impactos diretos na economia de Roraima, especialmente em Boa Vista, onde o comércio local mantém forte relação com cidades fronteiriças venezuelanas.

De acordo com o economista Fábio Martinez, os comerciantes da capital podem sentir efeitos imediatos caso haja fechamento temporário da fronteira, já que grande parte das vendas destinadas à Venezuela depende do escoamento de produtos para o país vizinho.

“Se houver algum fechamento da fronteira, os comerciantes aqui em Boa Vista vão enfrentar problemas para escoar suas vendas para a Venezuela, o que pode impactar diretamente o faturamento”, alerta Martinez.

O economista destaca que, desde 2023, as vendas para a Venezuela vêm caindo gradativamente, pressionando ainda mais o setor varejista local. Por outro lado, a instabilidade venezuelana também pode aumentar o fluxo de consumidores do país vizinho interessados em comprar e estocar produtos essenciais.

“Com essa instabilidade na Venezuela, é possível que os venezuelanos venham até a fronteira, em Pacaraima, para comprar e estocar itens básicos. Isso gera movimento, mas também pressão sobre serviços e infraestrutura”, explica o economista.

Martinez reforça que um aumento significativo no fluxo migratório pode afetar os cofres públicos de Roraima, demandando mais investimentos em serviços públicos e políticas de acolhimento.

Atualmente, cerca de 90 mil venezuelanos vivem em Roraima, majoritariamente em Boa Vista, atuando no comércio, serviços e na informalidade. Essa presença destaca a importância de políticas de integração econômica e social, capazes de equilibrar os desafios relacionados à oferta de mão de obra, consumo e atendimento público.

O economista observa que a crise venezuelana gera um efeito duplo: enquanto alguns setores enfrentam queda nas vendas externas, outros podem registrar aumento do consumo na fronteira. Segundo ele, o equilíbrio dependerá da capacidade do estado e do comércio local de se adaptarem rapidamente às mudanças no fluxo migratório e na demanda por produtos essenciais.

FONTE/CRÉDITOS: Luana de Oliveira
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