Nesta Quarta-feira de Cinzas (18), a Diocese de Roraima realiza o lançamento da Campanha da Fraternidade 2026. A programação terá início às 8h com oração e reflexão, no auditório Casa da Caridade Papa Francisco, localizada na Rua Floriano Peixoto, 402B, Centro. Em seguida, haverá a Coletiva de Imprensa, às 10h, no auditório da Rádio Monte Roraima, ao lado da Casa da Caridade.
A mesa de discussão contará com a presença de Dom Evaristo Spengler, bispo diocesano; Rosé Ferreira, da Pastoral Social da Diocese; Padre Celso Puttkammer, Vigário Episcopal; e Márcia Maria, professora da Universidade Federal de Roraima.
A Campanha da Fraternidade é realizada anualmente pela Igreja no Brasil durante a Quaresma, como caminho de conversão, solidariedade e compromisso social. Em 2026 tem como tema “Fraternidade e Moradia” e o lema “Ele veio morar entre nós” (João 1,14).
A escolha deste tema evidência o compromisso com a dignidade e o bem-estar de todos, lembrando-nos de que moradia é expressão concreta da fé cristã. O objetivo é despertar a solidariedade dos fiéis e da sociedade em relação a um problema específico que fere a dignidade humana.
O Vigário Geral, padre Josimar Lobo refletiu sobre o lema deste ano.
“O sonho de Deus é que todos nós tenhamos um lar, um espaço, um lugar de acolhida e de dignidade. O lema “Ele veio morar no meio de nós” expressa a certeza de que Cristo não está distante, mas se manifesta na comunidade reunida, nas atitudes de misericórdia, nos gestos de partilha, de conversão e nos novos compromissos. Por isso, vivamos intensamente os apelos da Campanha da Fraternidade, que estão intrinsecamente ligados ao Evangelho e aos apelos de Jesus, convidando-nos a uma verdadeira mudança de vida pessoal e comunitária, autêntica e necessária.”
“Moradia” já foi tema da CF em 1993
Esta não é a primeira vez que a Igreja coloca a questão da moradia em destaque. Em 1993, a Campanha da Fraternidade trouxe o tema “Moradia” e o lema “Onde moras?” (Jo 1,39).
Naquele ano, a CF denunciou a desigualdade urbana e o contraste entre a “cidade legal”, planejada e estruturada, e a “cidade irregular”, marcada por favelas, cortiços, ocupações e moradias precárias.
A edição de 1993 reafirmou o compromisso evangélico da Igreja com os mais pobres e defendeu a casa própria como condição básica para a dignidade, a vida familiar e o exercício da cidadania.
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