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Especialistas discutem desafios, oportunidades e a conexão entre formação e mercado de trabalho em RR

O encontro abordou ainda a absorção da mão de obra qualificada por instituições de ensino superior e técnico.

Especialistas discutem desafios, oportunidades e a conexão entre formação e mercado de trabalho em RR
Eduardo Andrade/SupCom ALE-RR
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“Formação & Emprego – Roraima em busca do match”, reuniu, na última segunda-feira (12), especialistas das áreas da educação e da formação profissional para debater os desafios e as oportunidades do mercado de trabalho no Estado. O encontro abordou ainda a absorção da mão de obra qualificada por instituições de ensino superior e técnico, além do papel do Poder Legislativo na criação de políticas públicas voltadas à qualificação e à empregabilidade.

O bate-papo foi mediado pelas jornalistas Júlia Matos e Marilena Freitas e contou, de forma presencial, com a professora de Economia da UFRR, Meire Joyce Almeida Pereira; o professor de Publicidade do IFRR, Vitor Lopes Resende; e a superintendente do IEL Roraima, Rônia Barker. A professora doutora Ana Célia Paz, gerente de Educação Profissional do Senai Roraima, participou de forma remota.

O encontro é uma ampliação do documentário homônimo do podcast, produzido e exibido pela TV Assembleia (canal 57.3), também nesta segunda-feira. Fruto de um trabalho minucioso de pesquisa, entrevistas e levantamento de dados, a proposta surgiu da necessidade de compreender o cenário de transição entre a formação acadêmica e técnica e a entrada no mercado de trabalho, a partir de dados regionais e nacionais.

A produtora do curta, Marilena Freitas, explicou que a ideia nasceu de suas vivências como motorista de aplicativo durante as horas vagas.

“A gente ouve muitas histórias durante as viagens e acabei me deparando com muitas pessoas falando sobre emprego e oportunidades. Descobri que havia muita gente trabalhando em áreas diferentes daquelas em que se formou, justamente por falta de oportunidade. Isso foi me inquietando”, relatou.

Geração de emprego

A professora Meire Joyce destacou que a geração de trabalho depende de um conjunto de variáveis, como investimento, demanda e a atuação conjunta de políticas públicas e instituições. Segundo ela, para que haja atividade econômica, é essencial que existam pessoas e oportunidades. Meire também ressaltou que Roraima deixou de ser, há anos, uma economia baseada majoritariamente no serviço público.

“Hoje, a economia privada é maior do que o serviço público, tanto em número de ocupações quanto do ponto de vista orçamentário. Não somos mais uma economia de contracheque há mais de dez anos. São cerca de 10 mil trabalhadores a mais, totalizando mais de 83 mil pessoas na iniciativa privada”, afirmou.

Promotores de oportunidades

Para a superintendente do IEL Roraima, Rônia Barker, o instituto atua como um verdadeiro “promotor de oportunidades”, ao conectar indústria, mercado de trabalho e universidades, especialmente por meio de estágios e capacitações voltadas aos jovens. Ela destacou a importância do estágio para quem está ingressando no mercado e da permanência dos estudantes na plataforma do IEL.

“O estágio cria um caminho para o desenvolvimento na área em que a pessoa está se formando. Quando isso é oferecido ao aluno, ele também tem acesso a capacitações, muitas vezes gratuitas, dentro do próprio IEL. Basta acessar o ielrr.com.br. Por semana, temos, em média, 25 vagas de estágio. O desafio é encontrar esses jovens”, explicou.

Outro importante gerador de oportunidades é o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial). A professora doutora Ana Célia Paz explicou que os cursos ofertados geralmente são planejados de acordo com a demanda da indústria, o que facilita a inserção dos alunos no mercado de trabalho.

“Quem vem estudar conosco já traz uma certa prática e apenas aprimora o que sabe. Também temos os aprendizes, indicados pelas indústrias, que iniciam uma trilha de conhecimento, permanecem um bom tempo conosco e já saem prontos para serem absorvidos pelo mercado formal”, afirmou.

O professor Vitor Lopes Resende avaliou a relação entre a formação técnica e o ingresso no mercado de trabalho. Ele explicou que o IFRR realiza, anualmente, uma pesquisa para identificar quantos alunos formados pelo instituto estão empregados na área de formação. De acordo com o levantamento mais recente, de quase 300 formandos, cerca de 65% estão empregados.

“É uma boa notícia, mas, ao analisarmos os dados, percebemos que muitos atuam fora da área em que se formaram. Isso acontece por vários motivos. Não é uma relação direta, e sim complexa. O mundo do trabalho é muito dinâmico e não é possível incorporar tudo nos cursos”, avaliou.

FONTE/CRÉDITOS: Suzanne Oliveira/SupCom ALERR
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