Estudantes de quatro unidades de ensino de Roraima estão participando de oficinas de formação audiovisual que integram a programação do Festcine Saberes Amazônicos. A iniciativa amplia o acesso ao cinema e incentiva a produção e exibição autoral no contexto escolar.
Durante as atividades, os participantes têm contato com diferentes etapas do processo cinematográfico, como construção de roteiro, atuação, direção, produção e edição. A proposta é proporcionar uma experiência prática, permitindo que os jovens desenvolvam narrativas dramatúrgicas a partir de suas próprias vivências.
As ações ocorrem nas escolas estaduais de ensino médio integral Hildebrando Ferro Bitencourt e América Sarmento em Boa Vista; na escola indígena Tuxaua Luiz Cadete, localizada na comunidade Canauanim, no município do Cantá; além do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Roraima (UFRR).
Como resultado da formação, serão apresentados quatro curtas-metragens autorais, pensados e produzidos pelos próprios alunos. As exibições estão previstas para o dia 11, a partir das 18h30, no auditório do Centro Amazônico de Fronteiras da UFRR.
A ação também mobiliza o poder público estadual, que acompanha e incentiva iniciativas voltadas à formação cultural de jovens. Para a secretária de Estado da Educação, Ana Célia Paz, ações desse tipo ajudam a ampliar o acesso dos estudantes às linguagens artísticas e reforçam o papel da escola nesse processo. “É uma forma de despertar nos alunos o interesse pela cultura por meio do cinema, valorizando não apenas o audiovisual, mas as artes como um todo. A escola é um espaço fundamental nesse processo, tanto na valorização artística quanto na formação do jovem. O cinema brasileiro vive um momento de destaque, e o cinema produzido em Roraima também vem conquistando espaço no cenário nacional e internacional”, afirmou.
O envolvimento dos participantes também chama atenção de quem acompanha de perto as atividades. “Os estudantes estão fazendo história no cinema local. Encontramos alunos e alunas interessados em dramaturgia, direção, roteiro, produção e montagem”, observou o instrutor Eduardo Sarmento, indígena Macuxi.
No ambiente escolar, os reflexos da experiência já são percebidos. Para a professora de Geografia e Estudos Amazônicos da Escola Estadual Hildebrando Ferro Bitencourt, Suely de Oliveira Pinto, a iniciativa amplia horizontes e fortalece o vínculo dos alunos com a cultura. “Um trabalho muito relevante esse que o Festcine vem desenvolvendo nas escolas, despertando nos estudantes o interesse pelo cinema. Sabemos que produzir audiovisual na Amazônia é desafiador, e iniciativas como essa ampliam horizontes e fortalecem nossa identidade cultural. Estão de parabéns por esse importante trabalho”, disse.
Com os trabalhos em fase de finalização e montagem, a expectativa é que os curtas revelem novos olhares e contribuam para fortalecer o audiovisual produzido no Estado, a partir de histórias que nascem dentro da própria realidade amazônica.
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